terça-feira, 17 de junho de 2014

De volta ao paraíso ... Salisbury

Desde criancinha eu tinha um sonho de conhecer a Inglaterra ( sonho meio doido para uma criança, mas...) e apenas em 2007 eu o realizei, num intercâmbio dos sonhos, como já falei antes. Fiquei um tempo na encantadora cidadezinha de Salisbury, a cerca de 1h de trem de Londres.

Em 2012, embarquei de novo para a Inglaterra, desta vez com minha família e, logo após a virada do ano de 2013, fui correndo comprar passagens para algumas cidades ali perto.
É claro que Salisbury não ficaria fora dessa. E no dia 05 de Janeiro de 2013 ( nossa, que post atrasado!) lá fui eu revisitar minha cidade.

A viagem foi super agradável. Saímos da estação de Waterloo (ali atrás da London Eye) pouco depois das 9 da manhã e pouco depois das 10 ja estávamos em Salisbury.
Dica: na Inglaterra, as passagens de trem são mais baratas quando compradas fora do horário do rush ( entenda após 9-9:20h). Cada passageiro (ida-e-volta) pagou cerca de 25 libras.

Salisbury é uma cidade medieval de pouco mais de 30 mil habitantes. Fica no condado de Wiltshire, a cerca de 1h de trem do centro de Londres.



As principais atrações da cidade são o centro de hipismo, as ruínas de Old Sarum e o fato de ser o "ponto de parada obrigatória" pela maioria dos meios de transportes para plebeus que seguem para Stonehenge.

Mas, como sempre digo, é um absurdo ir a Stonehenge e não parar em Salisbury. Sei e entendo perfeitamente que muita gente vai com o horário apertado ( como entendo!), mas para quem puder, passei nem que seja 3 horinhas pela cidade, vc vai se encantar.

Em Salisbury, não há um roteiro certo. 
Ao sair da estação de trens, siga pela rua principal até chegar a seu mini-centro.

Até o pequeno shopping em estilo medieval !

A principal rua da cidade é a Main Street, onde é possível vermos músicos ao ar livre, lojas, visitantes,...



Pela manhã, a visita se concentrou nas ruas principais do centro. 

E como não podia faltar, a famosa Poundland!



Voltar depois de quase 6 anos foi uma experiência incrível. Primeiro porque meu intercâmbio foi no verão, e eu estava voltando no inverno. Segundo porque vi muita coisa diferente. Mais restaurantes ( na minha época as opções se resumiam basicamente a Pizza Hut, Burguer King e o McDonald de sempre).



Até Café "brasileiro" agora tem por lá ...

Almoçamos em um bistrô bem no centro, pertinho do local de informações turísticas e do antigo banco onde eu sempre conferia meu cartão, rs. Os sanduíches estavam deliciosos!


Claro que nossa visita se concentrou nos locais que mais me traziam lembranças carinhosas. Consegui revisitar quase todos !


Mesma cabine telefônica da mesma foto de 2007


Praça perto da Catedral

De tarde, fomos para o óbvio,a principal atração da cidade :  sua Catedral.




Nada mais nada menos que uma das maiores da Europa, com o relógio mais antigo!
Como já expliquei aqui , a Catedral é parte fundamental da história da cidade, inclusive de sua fundação.

Breve resumo: Há mais de 2 mil anos, foi fundada nas proximidades de Stonehenge, uma cidade chamada Old Sarum. Com o tempo, aumento do comércio fluvial e longa distância dos rios da região, a cidade (incluindo seu castelo e muralhas) se "mudou" para mais próximo do rio, para facilitar o comércio. Foi entao que o Bispo local atirou uma lança e, onde o objeto parasse, seria construída uma imensa catedral e, ao seu redor, a nova cidade, que se chamaria "Salisbury". Foi então que, em 1220 começou a construção da Catedral de Salisbury e da própria cidade.


No interior, cuja visita é gratuita, pode-se participar as missas, ver uma maquete da antiga cidade de Old Sarum ( que hoje é conhecida por Salisbury) e ainda ver os resquísios da magna carta ( nesta parte, fotos são proibidas). Tudo com direito a guias de papel em vários idiomas, incluindo português.

Maquete representando Old Sarum (antiga "Salisbury")










Ao final do passeio, temos a loja e o centro de doações para a Igreja. Vale a pena a doação, é uma das Igrejas mais lindas que já entrei, merecia até um post especial!









Passe pelo portal da cidade, observe a linda arquitetura medieval ...


Portal da cidade, na saída da Catedral.


Depois, voltamos pela Main Street e parei em frente a boate "The Chapel". A antiga boate exclusiva dos intercambistas onde eu ia todas as segundas e quintas. Ah, como eu esperava esses dias. 

A gente tinha aulas de dança para aprendermos as coreografias que seriam executadas na noite na boate. Era o máximo todo mundo dançando sincronizado Saturday Night, Macarena, Umbrella ...

Seguindo, fomos até o Godolphin school. Godolphin é a escola-campus de Salisbury. Linda, imponente, medieval. Tudo o que a gente sempre pensa quando vê aqueles filmes ingleses de internatos, rs.


Godolphin School.

Descendo a Millford Hill ( me lembrei como eu cansava na subidinha do Godolhpin), chegamos até a escola onde eu estudei, a St. Martins !!! 


Descida na Millford Hill


St. Martins Chruch School, minha querida escolinha.


O passeio continuou até a Salisbury College, escola da minha prima e minhas amigas.




Passamos um dia agradabilíssimo em Salisbury, lugar que, como falei, não tem roteiro. O melhor é se perder pelas ruas antigas, fotografas, respirar e voltar ao tempo ... Por isso, voltando ao centro e passeamos ainda mais por lá ...










Outras importantes atrações da cidade são : Centro de hipismo, ruínas de Old Sarum e Stonhehenge, ali pertinho ( só 11 km)



Na volta para a estação, nada melhor que passear pelas praças e rios de águas cristalinas. Mas naquele frio, nem pensar em se molhar!


Rio cristalino, com seus cines ...



Estação ferroviária de Salisbury

Foi um passeio marcante, não só para mim, por questões obvias, mas para qualquer visitante que queira fugir do óbvio de Londres e explorar o tão bonito e rico interior inglês !











domingo, 25 de maio de 2014

Earls Court

Londres tem inúmeros bairros centrais e, muitas vezes, escolher onde se hospedar pode se tornar uma tarefa bastante complicada.

Na última viagem, o local escolhido foi Earls Court, um simpático bairro localizado no distrito de Kensington and Chelsea.



Como falei antes, ficamos hospedados no hotel Coronation. Mas o melhor de tudo foi o bairro, que amei.

Uma das características mais marcantes no bairro é o fato de que, apesar de estar no centro (tá, não tão no centro quanto Trafalgar Square, por ex.) , é um bairro tipicamente londrino, cujos moradores são ingleses de verdade, e não mais um daqueles bairros abarrotados de turistas e moradores oriundos de outros países.

O bairro fica entre seus vizinhos mais nobres, como Kensington, Chelsea, Fulham e Hammersmith. De lá até o coração de Londres são menos de 3,5km.



Repleto de pubs, restaurantes, lojas dos mais variados itens e também casas simples e ambiente familiar. Muitas praças, repletas de esquilos. 
Andava durante a madrugada nas ruas principais, sem qualquer problema.


O bairro é servido pela estação de metrô de mesmo nome ( Earls Court), que tem 3 linhas : district ,circle , e a Piccadilly, que permite acesso direto do aeroporto.




A maior atração do bairro é o Earls Court Exibhition Centre, um centro de exposições que já serviu de palco para apresentações dos mais diversos artistas, incluindo Iron Maiden.
Para nós brasileiros, talvez a maior lembrança do exibhition centre seja a arena dos jogos de vôlei, nas olimpíadas de 2012, onde o Brasil ganhou o ouro (feminino) e a prata ( masculino).



Alguns artistas ilustres já tiveram Earls Court como endereço, como Princesa Diana, Freddie Mercury, Alfred Hitchcock,...

Alguns pontos turísticos estão pertinho de lá, entre eles o Palácio de Kensington, Hyde Park, Kensington high street, Notting Hill, Holand Park, os museus de South Kensington, Royal Albert Hall, Harrods, Stamford Bridge stadium (o do chelsea) entre outros.




Earls court é uma ótima referência para quem procura comércio, tranquilidade, simplicidade, aconchego e preços melhores em Londres.



domingo, 13 de abril de 2014

Roteiro à pé pelo centro histórico de Buenos Aires

No mesmo dia em que visitamos o bairro La Boca, aproveitamos para rodar um pouco pelo centro histórico de Buenos Aires, que eu tava louca pra conhecer.

No primeiro dia, bem de tardinha, já tinha ido à Av. de Julio e não tinha gostado tanto assim não ... Mas era um dever voltar e conhecer melhor toda a região.

Ainda bem que, neste caso, não foi a primeira impressão que ficou!
Talvez o fato de estar chovendo, muito mas muito calor, tudo isso somado ao fato de ter me perdido e o cansaço da viagem, me fizeram não gostar tanto do local de primeira ... Mas da segunda vez, amei e principalmente pois pude ver não só um, mas vários acontecimentos "históricos" ao vivo.

Chegamos de metrô, parando bem na estação de "Plaza de Maio" (linha A - azul clara), em frente à Praça de Maio e Casa Rosada.

Os dois lugares que eu mais queria conhecer na Argentina eram justamente a o Caminito e a Casa Rosada!


PRAÇA DE MAIO/CASA ROSADA

A Praça de Maio é a principal do centro de Buenos Aires. Recebeu este nome devido à Revolução de Maio ( de 1810) quando as colônias da América do Sul conseguiram sua independência.

Falando em revolução, a praça é local constante de protestos relacionados à vida política do país. E pude comprovar isto bem de pertinho, quando vi um enorme protesto em pró de melhores condições sociais para a população portenha.




Outra associação com a praça, consiste na triste história das Mães de Maio ( ou Mães da Praça de Maio), mulheres que visitam a praça todas as quintas-feiras, mães desesperadas por alguma notícia de seus filhos, desaparecidos na ditadura portenha, entre as décadas de 70 a 80.
Eles fazem o mesmo protesto todas as quintas, até hoje, garantindo que seus filhos não serão esquecidos. E, por sorte, o dia que visitei a praça foi justamente uma quinta-feira!






A maior maravilha na praça é a Casa Rosada, sede do governo argentino, declarada patrimônio histórico em 1942.


O nome rosada vem do seguinte fato: antes, para dar cor à construção, utilizava-se banha e sangue de porco, mas, mesmo assim, o tom não era bem um rosa. Foi então que resolveram realmente pintar a fachada de rosa de verdade.







p.s.: Muito li sobre a visita ao interior da sede. Porém, procurei alguma entrada lá e não achei nada, infelizmente.


Outro ponto bastante conhecido ao redor da praça, é a Catedral Metropolitana.



A Igreja é a principal da arquidiocese argentina e também a principal igreja católica do país.

Outros pontos ao redor incluem o Banco de La Nacion e o Cabildo, que servia como unidade administrativa e jurídica e onde foi declarado o início da revolução de 1810!


Banco Nacional



PORTO MADERO

Saindo dos arredores da praça, segui para a região de Porto Madero.



Porto Madero era, na verdade, uma antiga região portuária da cidade pelos anos de 1880. No entanto, devido à pequena profundidade do rio La Plata, os navios encontravam constantes dificuldade para ancorar ali e fazer o tráfego de mercadorias. Foi então que um engenheiro, Eduardo Madero foi convocado para construir um novo porto, capaz de resolver estes problemas. Um novíssimo porto, com arquitetura inovadora, similar ao porto de Londres foi criado. No entanto, com a chegada de 1900 o lugar começou a ficar obsoleto, devido princ., à presença mais constante de navios de carga maiores.
Uma nova obra foi feita, mas não resolveu o problema da degradação da região.
Até que em 1989, uma sociedade anônima se propôs a reestruturar a região, transformando-a num centro gastronômico e hoteleiro, e um dos bairros mais nobres e bonitos da cidade atualmente.



O destaque da região: a ponte de la Mujer ( ponte da mulher), única obra do arquiteto espanhol Santiago Calatrava na América do Sul, que simula o movimento da perna de uma dançarina de tango.


AV. 9 DE JULHO

A próxima parada foi na maior avenida do mundo; isto mesmo, a maior avenida do mundo, com mais de 14 pistas para carros, cercada pelos momentos à Evita Peron e o Obelisco.






O nome lhe foi dado devido à declaração de independência argentina, em 9 de Julho de 1816.





O maior destaque é o grande e imponente Obelisco, inaugurado 6 anos após a construção da avenida.





Cercada por restaurantes, monumentos, pracinhas, teatros e lojas, definitivamente é um lugar para passear sem rumo, mas com muito cuidado com as motos! haha


RUA FLORIDA

Outro destaque da região é a Rua (ou Calle) Florida. Nela estão concentradas várias lojas de todos os tipos, se tornando um dos principais centros de compras para portenhos e turistas.



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Jardim Japonês de Buenos Aires

Um passeio imperdível para se fazer em Buenos Aires é percorrer as ruas dos bairros de Palermo e Recoleta, alguns dos mais nobres da cidade.

E é justamente em Palermo que fica um dos lugares mais bonitos da cidade : o Jardim Japonês !



Ele foi construído em 1967, após visita do imperador japones da época.






O jardim não tem um ícone, o legal é passear por lá sem compromisso, olhando as várias espécies de peixes e flores, algumas oriundas da 2ª Guerra Mundial!








Ponte mais famosa do jardim, representando 
a passagem para o paraíso







O Jardim fica entre as avenidas  Figueroa Alcorta e Casares, estando aberto entre as 10-18h, diariamente. A entrada é paga, custando cerca de 24 pesos ( aproximadamente 6-8 reais) por pessoa.
A estação de metrô mais próxima é a Scalabrini Ortiz ( linha D).
Se for chegar de ônibus, os que oferecem acesso são: 15, 37, 59, 60, 67, 93, 95, 102, 108, 118, 128, 130, 141, 160 e 188.
Fonte

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Transporte público na Argentina

Uma das coisas que não abro mão quando viajo é experimentar o transporte público do lugar ... adoro, me sinto com um habitante local, e não um turista.

Mesmo com táxis com preço acessível em Buenos Aires, muitas vezes é necessário recorrer ao bom e velho metrô - ou ônibus!


Para começar, vamos falar do metrô.
A cidade de Buenos Aires foi a primeira da América do Sul a implantar o sistema de metrôs.
Não é excelente como o pioneiro de Londres, por ex., mas é possível chegar em muitos lugares com as estações espalhadas pela cidade.

Quatro críticas que faço são as seguintes:

- é muito difícil trocar de linha. As linhas quase não se cruzam, algumas apenas nos "pontos finais", o que atrasa bastante a viagem.
- muitas áreas mais distantes não são cobertas, a exemplo temos a região da província de Buenos Aires
- alguns trens não tinham ar condicionado ou qualquer sistema de ventilação que não fossem janelas meio-abertas. ( o que é um tremendo incômodo num verão de mais de 35ºC)
- não é possível comprar um passe que valha para o dia todo, apenas viagens avulsas - ok, o metrô é tão, mas tão barato que esse não chega a ser um problema, conte como uma sugestão!

Cada passagem custa cerca de 3,50 pesos ( aproximadamente 1 real !!!!) cada trajeto.





Outra situação - que para alguns pode ser um incômodo - é o fato de o metrô ter muitos, muitos pedintes. Gente tocando músicas, pais com filhos doentes ou famintos no colo, ... o que não está diferente de outros lugares da capital, na verdade, infelizmente, situações como esta viraram algo "comum" na cidade e é praticamente impossível sair de lá sem doar alguns pesos ...




No mais, o metrô é como qualquer outro e quebra um bom galho.

Para comprar os tickets, basta ir na lojinha em cada estação ( lá no subterrâneo mesmo) e comprar quantos tickets quiser


Ônibus

Assim como no Brasil, alguns possuem ar condicionado, outros não. E o preço é o mesmo.

Cada ponto tem os ônibus específicos que param ali, basta fazer sinal.




O diferencial é a forma de pagamento. Vou explicar melhor ...
Há 2 formas de pagarmos as passagens :
- Comprando um cartão (este aqui abaixo) e carregando-o . Vende-se este tipo em cartão nos vários quiosques ( vide "lojinhas de conveniência") espalhados pela cidade. Para recarregá-los, basta pedir e pagar no próprio quiosque, ou ainda nas estações de metrô. 
- Pagando a passagem inteiramente em moedas.


Fonte

Caso tenha optado pelo cartão ( que confere desconto nas passagens), basta colocá-lo em frente à máquina de leitura no próprio ônibus ( lembrando que os ônibus em BA não tem cobrador) e informar ao motorista quantas passagens deseja pagar.

Os ônibus de Buenos Aires NÃO aceitam pagamentos em notas, apenas moedas ou o cartão. Então, mantenha sempre seu cartão carregado!


Trem

Adoro andar de trem.
A principal estação da cidade é a chamada Retiro, que fica no centro, perto da Rua Florida.

Do mesmo modo que os ônibus, alguns possuem ar condicionado, outros não.
O porém dos trens é o fato de que "tudo pode acontecer com eles".
Como assim  ? Voltávamos de Tigre e o trem simplesmente parou : tinham roubado os cabos !!!
Não conseguimos pegar trens na estação de Retiro pois a mesma estava sem luz!


No trem, voltando de Tigre

Basta entrar no trem com a passagem na mão. E não a perca, é provável que passe o fiscal para conferir. Em alguns casos, como na viagem acima, voltando de Tigre, os bilhetes foram comprados no próprio veículo.

Estação de Tigre


Apesar da crise argentina, o transporte em BA ainda é eficiente em certo ponto. Andei muito e estaria "perdida" se não fosse ele ...