domingo, 3 de julho de 2016

Visita ao Palácio Real de Madri, o maior da Europa ocidental

Meu último dia inteiro em Madri começou cedo, em direção ao Palácio Real da cidade

O palácio, também conhecido como Palácio do Oriente, começou a ser construído em 1734 e é o maior de toda a Europa em área construída, com um total de 135.000 m² construídos, fora os jardins. Ao todo são 4318 quartos. 

Logo na entrada do castelo, é possível ver a Catedral de La Amudena, consagrada pelo Papa João Paulo II em 1993.  Infelizmente não visitei. 



O passeio é livre. Não optei pelo audio guia, pois há vários quadros no interior do castelo explicando sobre os cômodos e contando a história local. 




O luxo e grandiosidade do palácio são incomparáveis. As cores vermelha, amarela e prata predominam no local. No grande salão do trono, leões símbolo da realeza espanhola guardam o mais alto e importante trono do país. 


Atualmente, a família real espanhola não reside no palácio, que é usado apenas em ocasiões especiais. 





Comparações são inevitáveis, e é impossível não lembrar de Versailles. No geral, achei o palácio de Madri muito mais bonito que Versailles. O salão de jantar espanhol é o mais lindo da vida, com capacidade para nada menos que 145 pessoas.  No quesito jardins, porém, Versailles ganha de lavada. 


Infelizmente, fotos de quase todo o interior do palácio são proibidas. As fotos ilustrativas do post foram das poucas áreas liberadas. 

O palácio está aberto todos os dias, entre 10 a 18h (no inverno até as 20h, geralmente). 
O preço do ingresso é de 11 euros por pessoa. 

ATENÇÃO:
Estudantes (mesmo com carteirinha do Brasil) pagam metade do preço. Professores (mesmo brasileiros ou aposentados) entram gratuitamente.
A visita é gratuita entre segunda a quinta das 16 as 18h. 



A estação de metrô mais próxima é o Ópera.

Mais informações no site oficial

Os jardins do palácio são abertos a visitação de forma gratuita. Visitei dois principais: os jardins de Sabatini e os jardins do Campo do Mouro.


Jardins de Sabatini

Jardins do Campo do Mouro

domingo, 12 de junho de 2016

Madri - Roteiro dia 2

O dia começou bem cedo, rumo à Arena Las Ventas, para conhecer toda a história por trás das touradas espanholas, onde passei a manhã toda. 



Saindo de Las Ventas, segui de metrô até a Porta de Alcalá

O dia estava lindo, apesar do frio de dois graus negativos as 11h da manhã!



PORTA DE ALCALÁ

A Porta de Alcalá é uma das sete portas reais de acesso à Madri. Localizada num ponto estratégico : pertinho da Praça Cibeles e do Parque do Retiro, é talvez uma das mais famosas da cidade. 



O almoço foi ali mesmo, no delicioso Hotel Hospes

A próxima parada foi o Parque do Retiro, o maior da cidade


PARQUE DO RETIRO 

O parque de 118 hectares foi construído em 1630, pelo italiano Lotti à mando do Rei Felipe IV. Inicialmente, o parque funcionava como uma extensão dos jardins do palácio do bom retiro, sendo seu acesso permitido somente pela nobreza. Foi em 1868, após a revolução espanhola, que o público pode, finalmente ter acesso à esta maravilha 





O ideal é passar várias horas de uma tarde pelo parque, sem roteiro definido. Claro que há alguns pontos ideais para a visita ...



Passeio das Estátuas

Caminho cercado por estátuas de antigos monarcas espanhóis, que foram espalhadas pelo parque após um pesado da Rainha Elizabeth Farnese, impedindo-as de ficarem no palácio real.

Monumento à Afonso XII e o grande lago

Este monumento, construído em 1922 pelo arquiteto José Grases Riera, foi uma homenagem ao rei Afonso. Pra mim é, sem dúvidas, o mais lindo de todo o parque.





Palácio de Cristal

Atualmente parte do ministério da cultura, o palácio foi construído em 1887 para abrigar uma exposição de flores filipinas. Apesar de ser um dos monumentos mais fotografados do parque, devo admitir que não achei grandes coisas ...



No parque também é possível encontrar vários artistas de rua e vendedores de quinquilharias

Para chegar é muito fácil, basta descer na estação de metrô Retiro. 



MUSEU DEL PRADO 

Saindo do parque, segui pelo Paseo del Prado até o museu de mesmo nome, um dos mais famosos do país. 



Inaugurado em 1819, o museu abriga atualmente mais de 17 mil obras de arte







 Dentre os principais artistas, destacam-se El Greco, Goya, Velázquez,Botticelli, entre outros 






Dica: quando fui, o Museu do Prado era gratuito entre as 18 a 20h de segunda à sábado e entre 17-19h nos domingos e feriados. 
Normalmente o ticket para adultos custa 14 euros 



Claro que o pouco tempo que aproveitei de museu gratuito não deu para ver nem metade do local, mas não era meu foco. Na verdade, quase deixei passá-lo, então deu para aproveitar um pouco. 

Acesso:
Paseo del Prado, sem número


Horários:
Segunda à sábado - 10 as 20h
Domingos e feriados - 10 s 19h 
Feriados podem contar com horários especiais 



PRAÇA CIBELES

A praça Cibeles situa-se no encontro da Rua de Alcalá e o Paseo del Prado.

No seu centro encontra-se a fonte cibeles. Ao redor, a praça é cercada por quatro belos prédios: o Palácio de las Comunicações (atual centro cultural), Banco da Espanha, Palácio de Linhares e Palácio de la Buenavista 

Palácio das comunicações 


Fui ali de dia e à noite. Preferi mil vezes ir à noite, pelas lindas fachadas iluminadas 





quarta-feira, 1 de junho de 2016

Arena de Touros Las Ventas, Madri


Opiniões a parte, as touradas fazem parte da história da Espanha. 
Adoro animais e detesto turismo de exploração (me recusei veemente a visitar o zoológico de Luján, por exemplo), mas a verdade é que não fui assistir a uma tourada, fui conhecer o museu e saber a história por trás desse costume secular, do qual eu muito pouco sabia. 

A história das touradas espanholas começa no século III, quando acreditava-se que o touro estava associado à fertilidade. Logo, era comum uma caça aos touros antes de algum casamento. 

As touradas mais parecidas com as que estamos acostumados a ver atualmente iniciaram-se em 1135, quando há registros de enfrentamento de um nobre com o touro. 

Nas touradas, o objetivo é acertar o coração do touro com a lança, o mais rápido possível. Como prémio, o toureiro recebe o rabo do animal.  A carne, por sua vez, é vendida a preços salgados para restaurantes.

Há dois modos de conhecer Las Ventas : assistindo a uma tourada ou fazendo a visita pelo "museu".





A estrutura da praça já é impressionante. Tudo o que eu imaginava de uma arena. 

É também a terceira maior do mundo, perdendo apenas para uma arena mexicana e outra venezuelana. 



Em 1994, foi considerada patrimônio artístico nacional. 

Escolhi o ticket comum com o audio guia adicional. Ao contrário do estádio do Barcelona, aqui é super importante usar o audio guia, as explicações são precisas, emocionantes e a visita não seria nem de perto tão interessante sem ele. 



A visita inicia-se no grande portão, por onde passaram alguns dos mais famosos toureiros do mundo. 



Escolhi a visita livre, mas segui as indicações numéricas do audio guia. Foi excelente.



Construída em 1929, na região conhecida como "Las Ventas del Espirito Santo", Las Ventas é atualmente a mais famosa arena de touros do mundo e a maior da Espanha, com capacidade para 23.797 espectadores. 



Na arena, há preços diferenciados para assistir aos "espetáculos". Quanto mais perto, mais caro. Os camarotes e varandas ficam reservados aos membros da alta sociedade



Das varandas também se tem uma excelente vista da praça Las Ventas ...






 Ao redor da arena, vemos os locais onde os touros ficam aguardando o aval para entrarem na arena 





Um dos detalhes desta parte do guia é a história de Tereza Cristina, a maior toureira mulher da história da Espanha. 



Saída da arena

Ao fim da visita é possível comprar as várias fotos personalizadas e fantasiadas que fazemos durante o passeio. Algumas ficam muito boas, outras nem tanto. Não comprei a minha porque não gostei rs 

Também encontramos, na saída, uma pequena loja com vários artigos baseados no tema. Ideal para crianças.

Como falei antes, não sou fã de touradas e realmente não acho que teria estômago para assistir a este massacre. A visita guiada foi bem mais tranquila e cultural, indico!

Para mais informações sobre horários, preços e atrações, clique aqui









domingo, 29 de maio de 2016

Madrid - Roteiro dia 1

O dia começou, de fato, um pouco tarde (cerca de 11h) devido ao horário do vôo vindo de Porto.

A primeira parada do dia foi a Puerta del Sol (Porta do Sol), marco zero da cidade de Madri

A Puerta del Sol é uma praça, situada em um ponto central e estratégico da cidade. Desde o século XII era um dos acesso das antigas muralhas que rodeavam a capital espanhola. A referência ao sol origina-se dos raios solares, que adentravam o local, indicando direção leste. 

A praça por si só, já é uma ótima parada. Cercada por inúmeros hotéis, restaurantes, lojas e atrativos, dá para passar umas boas horas por ali, curtindo o clima espanhol. 

A prefeitura da cidade situa-se bem em frente à estátua de Carlos III (Rei da Espanha entre 1759 - 1788), responsável pela urbanização da cidade. 




A placa do marco zero, bem no chão, também fica ali em frente 




Bem em direção à Rua de Alcalá (referência: loja da Apple) está a escultura do Urso e o Madronheiro, em que o animal está de pé, tentando roubar uma fruta. É uma das esculturas mais fotografadas da praça. 




Diversos artistas de rua também marcam presença 




Segui em direção à Rua (Calle) Carmen e desviei para a rua Tetuan, onde há vários restaurantes. Escolhi "El Gaucho", com um menu de churrasco e sobremesas delicioso!




Depois do almoço, segui até o fim da Rua Carmen, chegando até a Grand Via. 

Para minha surpresa, encontrei uma gigantesca loja Primark por lá, pronto, acabou a programação do dia, rs. Fiquei umas boas quatro horas por lá ... 



Para quem não sabe, Primark é uma loja fast fashion, com roupas e acessórios a preços inacreditavelmente baratos. Nada ali é de marca. Mas super recomendo. E mais uma vez repito: as loungeries de lá são as melhores ever! Tem coisas que realmente duram só uma estação, mas a maioria é de qualidade.

Depois de muitas compras, continuei até o fim da Grand Via, parando na Praça da Espanha. 









Depois uma rápida visita, segui para a parada top do dia: o Templo de Debod

O Templo de Debod foi um presente do Egito para a Espanha, em 1968. Inicialmente construído no século IV a.C., o presente foi devido à ajuda espanhola com os templos de Abu Simbel.  




É uma das poucas obras egípcias completas fora do país de origem. 






O templo localiza-se no Parque Del Oeste, local de muito verde. Sem dúvidas, o pôr do sol do Templo é um dos mais lindos da cidade, uma vista perfeita. 






Também é possível visitar o interior do Templo, gratuitamente. 


Terminei o dia ali, sem pressa, num frio cortante de zero graus. O lugar é incrível, de uma paz e beleza inimagináveis.