segunda-feira, 18 de julho de 2016

Roteiro de Palma de Maiorca, Espanha

O centro  de Palma, apesar de cheio de trações lindas e antigas, é bastante pequeno, sendo totalmente passível se der conhecido em um dia, à pé.

Como estava viajando à trabalho, não tive muito tempo e meu roteiro pelo centro durou cerca de seis horas, entre o fim da tarde e a noite. 

O ponto inicial perfeito é o próprio Passeo Marítimo. Segui à pé pela orla até a Avenida Argentina.



O próprio Passeo Marítimo já é uma beleza. Porto de águas calmas e azuis, entremeados às flores e a avenida principal, repleta de turistas.

Ao lado da Avenida Argentina, há o parque "La Feixina".



O monumento principal foi construído em 1948, em referência aos soldados mortos na guerra civil. 



Ao lado do parque, vemos o lindo museu de arte moderna.




Se fizer um desvio, atravessando o parque, chega-se até o Passeo de Mallorca, de onde é possível subir até o museu, tendo uma vista privilegiada da cidade. 

É ali também que encontramos uma escultura de casa de cabeça para baixo. 



Voltando à Av Adolfo Suarez, siga o calçadão até chegar em um ponto turístico da cidade: o letreiro com  palavra "PALMA" em vermelho. 



Pouco adiante encontramos o Palácio Real da Almudaina, vizinho à Catedral de Maiorca


 Catedral para mim é, sem dúvidas, o maior símbolo arquitetônico da cidade. Majestosa e em local estratégico, a Catedral é aberta à visitação em horários específicos. 



Quando cheguei, infelizmente já estava fechada. Mas a paisagem por ali, com todo o mar azul do mediterrâneo misturado às paisagens medievais amarronzadas da ilha, compensa qualquer parada.




Após visitar o complexo da Catedral, segui pelo Passeo del Born até o centro comercial. 

Bem na esquina do Passeo com a orla comi um sorvete maravilhoso de Kinder Ovo, numa lanchonete de esquina. Sensacional



O passeo me lembrou bastante as ramblas de Barcelona. Cercadas de lojas das mais variadas marcas, desde Zara até Louis Vuitton.




Por último, segui até a Praça Mayor.



Praticamente impossível não fazer comparações com Madri. Mas as diferenças são muitas. A Praça Mayor de Maiorca, apesar de muito bonita, não tem metade da imponência e beleza daquela da capital espanhola. Apesar disso, é um bom local para comer e passar algum tempo

Por fim, voltei à orla e fui em direção ao cais. Subi até o terraço do restaurante e tive uma linda vista da cidade e do mediterrâneo naquele fim de tarde. 



Voltei à Catedral, para vê-la iluminada à noite. 


CASTELO DE BELLVER

O Castelo fica do lado da cidade, à Oeste, no alto de uma colina. Fiz este passeio em outro dia, mas vou incluir aqui pois pode perfeitamente ser encaixado no roteiro anterior

O castelo fica bem no alto da colina e eu tive a duvidosa ideia de ir atá lá de bicicleta, alugada na própria orla. 

O passeio foi lindo (até porque queria andar de bike na orla mesmo), mas a subida até o castelo é bastante desgastante, levei mais de um hora subindo interminavelmente 





A vista lá de cima compensou qualquer esforço.



O castelo gótico foi erguido no século XIV pelo rei Jaime II de Aragão. Uma das principais funções do castelo foi servir de prisão, até 1940, inclusive. 


domingo, 10 de julho de 2016

Cuevas (Cavernas) del Drach e Calo des Moro, Maiorca

Meu primeiro dia em Palma foi dedicado ao turismo, já que meu congresso só começaria no dia seguinte. Apesar de ter começado o dia mais tarde, devido ao horário do vôo, foi bastante proveitoso e deu para ver duas atrações que eu e minha amiga queríamos bastante 

Saindo de Palma, fomos direto para Porto Cristo, onde se localizam as Cavernas/Grutas/Cuevas del Drach 




Apesar de terem sido mencionadas pela primeira vez em 1338, as cavernas só foram realmente "descobertas" em 1896, quando ganharam apelido de cavernas do Dragão. 

Em 1922, as cavernas foram abertas ao público, ganhando iluminação, porta de entrada e escadas. 




Todo o completo tem cerca de 2.4 km de extensão e chega a 25 metros de profundidade. Atualmente são quatro cavernas principais: Black cave, Branco cave, cave of Luis Salvador e a caverna do Francês.





As entradas acontecem em grupos, com visitas durando cerca de 1 hora. O ambiente lá embaixo é iluminado (fotos com flash são proibidas!) e ligeiramente frio (cerca de 20 graus).




No final do passeio, chegamos até o lago com concerto de música clássica em três barquinhos iluminados, em meio à escuridão da caverna. 






O lago subterrâneo de águas cristalinas e geladas apresenta cerca de quatro e doze metros de profundidade e cerca de 170 m de comprimento, sendo considerado um dos maiores lagos subterrâneos do mundo. 

Ao final do espetáculo, vários barcos aparecem e levam os visitantes para um passeio rápido pelo lago.

O preço da atração é de 15 euros por adulto. O estacionamento é gratuito.

O local apresenta diversas lojinhas de souvenirs, além de uma lanchonete e restaurante 




Um passeio imperdível, além de ficar ao lado da cidade de Porto Cristo, que infelizmente não consegui conhecer pela falta de tempo. 

Saindo de lá, segui direto para a Praia des Moro, um lugar que me encantou nas fotos da internet e queria muito conhecer.





Mas que lugar difícil de achar! Tive que achar o caminho com meu GPS do celular. Uma dica é seguir para Santanyí, que fica bem próximo. 



O acesso é feito à pé, por uma escadinha íngreme. Os carros ficam estacionados aos arredores. 





Não há restaurantes e a faixa de areia é quase inexistente, basicamente água azul cristalina entremeada aos reflexos escuros das pedras. Assim como em outros  locais da Europa, o topless é bem comum






Que praia, que sonho, que água azul! E que água salgada rs




Fiquei ali poucas horas, queria tanto ficar o dia inteiro, mas foi o suficiente para despertar minha vontade de conhecer todo o mediterrâneo. 





quarta-feira, 6 de julho de 2016

Maiorca/Mallorca : onde ficar, como chegar e informações da ilha

Em maio deste ano, comecei a planejar uma viagem curtinha a trabalho para Maiorca. Confesso que, à princípio, a única coisa que sabia era que Maiorca era um balneário espanhol.

Embarquei no dia 23 de junho, então tive menos de um mês para programar toda essa viagem!

Maiorca é a maior ilha do arquipélago espanhol das Ilhas Baleares, comunidade autônoma localizada no mar mediterrâneo, à leste de Barcelona.

As Ilhas Baleares dividem-se em dois grupos:

  • Ilhas Gimnésias: representadas por Maiorca, Minorca e Cabrera, além de pequenas ilhotas vizinhas
  • Ilhas Pitiusas: representadas por Ibiza, Formentera e outras ilhotas adjacentes 
Os primeiros relatos de civilização remontam do século V, sendo os muçulmanos os primeiros povos a realmente habitar a ilha, por séculos. 

Maiorca é maior ilha do arquipélago, com pouco mais de 770 mil habitantes (quase 70% dos habitantes de todas as ilhas Baleares). Os idiomas falados por lá são catalão e o castelhano, porém inglês e alemão são falados na maioria das áreas turísticas.

O principal ponto de chegada ao arquipélago é pela cidade de Palma, capital da ilha de Maiorca e de todas as Baleares. Foi em Palma que passei os seis dias hospedada.

Não existem vôos diretos até Palma saindo do Brasil. A opção mais lógica é voar até Madrid ou Barcelona e de lá pegar outro vôo até Palma de Maiorca. Porém nem sempre a mais barata 



Obs.: Se você tem uma conexão rápida no aeroporto e quer conhecer a cidade, fica a triste dica: o aeroporto não dispõe de serviço de guarda-volumes e é proibido deixar malas por lá. 


O aeroporto de Palma fica a cerca de 8km distante do centro da cidade e a principal cia aérea local é a Vueling, parceira da Iberia. No que pude perceber é que o predomínio é das cias low cost européias.
Como eu  fechei esta viagem de última hora e em um período de alta temporada,  não tive tantas opções de vôos, principalmente a preços acessíveis. A opção foi voar de TAP, fazendo uma conexão em Lisboa e outra em Amsterdam, de onde voei de Vueling até Palma. 

Do aeroporto até o centro da cidade, há três opções: ônibus, táxi ou carro alugado
Um táxi até o centro sai em torno de quinze a vinte euros. 
São também inúmeras opções de locadoras de veículos, localizadas já na área de desembarque.

Outra maneira de chegar até as ilhas é através de catamarãs, que saem de diversos pontos do próprio arquipélago ou de Barcelona.

A cidade de Palma é linda e encantadora, passível de ser conhecida a pé e de bicicleta, porém Maiorca é muito mais que Palma. E o melhor jeito de trafegar na ilha é, sem dúvida, através de um carro alugado. 

Os preços variam bastante. Eu aluguei um Meriva manual com seguro total (sempre!) e direito a dois condutores por 75 euros a diária pela AVIS e adorei. Como não estava viajando sozinha e o valor seria divido, não saiu caro. Claro que existem opções mais baratas, mas deixei para última hora, alugando no balcão do aeroporto e sem muitas opções de carros, já que a maioria tinha se esgotado. Mas existem locadoras com tarifas a partir de 29 euros a diária.
Obs.: Utilizei minha própria carteira brasileira de motorista, sem nenhum problema. 

Na ilha também há diversas opções de hospedagem, desde preços convidativos até resorts luxuosos. 
Em Palma, o melhor local para hospedagem é próximo ao Passeo Maritimo (orla da cidade)

Eu me hospedei no albergue Young Hostel, que apesar de ter localização perfeita, não recomendo, princ pelo fato de os quartos serem mistos e a recepção ter horário bem reduzido de check in e check out.

No geral, o mais caro na ilha é a hospedagem. Outros gastos são bem acessíveis. 

Os meses de Julho e Agosto são extrema alta temporada, então prepare-se para hotéis e atrações cheios. Fui na última semana de Junho e já estava bem cheio.

Peguei apenas uma pancada de chuva em seis dias por lá. No geral, sol aberto com temperatura média de 26 graus.

A ilha é simplesmente fantástica! Me apaixonei pela atmosfera jovem, despreocupada, cidades limpas, felizes e o mar mais azul que já vi na vida. Tudo isso entremeado a construções medievais. Fiquei tão apaixonada que pretendo viajar por todo o Mediterrâneo agora. 



Como estava a trabalho, conheci muito menos que gostaria da Ilha, mas deixarei posts específicos de cada local que visitei nas próximas semanas. 










domingo, 3 de julho de 2016

Madri - Roteiro dia 3

Último dia em Madri, capital espanhola que tanto me conquistou. O dia começou cedo rumo ao Palácio Real da cidade.



Este post aqui explica detalhadamente sobre o castelo, como chegar e várias dicas na compra dos tickets.

Logo de cara já aviso que a visita ao castelo é imperdível. Foi o castelo mais lindo que já vi na vida. Desculpa aí, Versailles. Ideal que seja feita numa manhã (recomendaria umas 4h para tal)

Sai do castelo em direção aos seus jardins. Depois, segui até a Plaza Mayor 

A Praça Mayor é símbolo e coração da cidade. Seus primeiros registros datam do século XV.



Cercada por prédios por todos os quatro cantos, a praça tem em seu ponto central a estátua de Felipe III montado em seu cavalo, simbolizando um dos maiores idealizadores da cidade. 






Na praça há diversos restaurantes e artistas de rua. Devido à proximidade com a Grand Via e a Puerta del Sol, muitas pessoas preferem visitá-las num mesmo roteiro. 



Depois da Praça Mayor, terminei o dia na chocolateria San Ginés, experimentar os famosos churros com chocolate.



As indicações da chocolateria tinham sido bem claras: "Não existem churros iguais aos da San Ginés". Provavelmente a afirmação é verdadeira. Que delícia!

Churros crocantes e super frescos associados à um chocolate derretido espesso. Na verdade, os churros com chocolate são o único prato do local. A variedade fica apenas nas bebidas.



O interior da chocolateria lembra um trem, com várias mesas em forma de vagões e bagageiros



Endereço: Pasadizo San Ginés, 5, 28013