domingo, 11 de setembro de 2016

Do outro lado da ponte ... Visita à cidade de Sausalito

Com pouco mais de cem anos de existência e cerca de sete mil habitantes, a cidade de Sausalito é uma excelente escapada de San Francisco, mesmo que apenas por algumas horas 

Chegar até a cidade é muito fácil. Vários tours no estilo sighseeing saem de San Francisco, assim como ferrys. Porém, o melhor mesmo é visitar a cidade de carro. 




A cidade possui vários estacionamentos rotativos. Apesar de um pouco diferente do Brasil, é muito fácil se entender por lá. As áreas/ruas possuem placas dizendo por quanto tempo é permitido deixar o carro. A maioria das áreas turísticas permite estacionamento por duas horas, enquanto as áreas mais afastadas permitem três horas de parada. Fique atento também aos dias da semana e horários. Nem sempre é permitido parar em todos os dias, mas tudo é muito bem sinalizado.

Ao lado de cada vaga, há um poste pequeno que indica o tempo de estacionamento. Após parar o carro, dirija-se até o poste e insira as moedas ou cartão. Cada área tem um preço especifico (normalmente 1 a 2 dólares por hora) e o cronometro começa a indicar o tempo que resta para deixar seu carro. 




Estacionei logo atrás a delegacia de polícia, numa área totalmente gratuita e com permissão para estacionamento por três horas. Em menos de dez minutos de caminhada estava no centro turístico. 




A maior parte das atrações está na rua principal da cidade, à beira mar. O porto de onde chegam os ferrys vindo de San Francisco fica bem em frente. 




Aproveite a caminhada para um sorvete delicioso na Lappert's, um dos melhores que já experimentei na vida.








A cidade é toda focinha, sendo o principal atrativo passear por suas ruazinhas. Destaque também para a lanchonete Hamburguers, uma das mais famosas da cidade 



BÔNUS: VISTA DA GOLDEN GATE BRIDGE 

Na volta para San Francisco, aproveitamos que estávamos "do outro lado da ponte"para de fato ver da ponte. 

Tinha vários mirantes anotados e fui a quatro deles. O detalhe que eu esqueci esqueci não, mas resolvi tentar  é que eu estava na cidade justamente no fim de Julho. E o que isso tem a ver? É um dos meses de mais neblina na região. A título de curiosidade, essa neblina toda começa a melhorar em setembro.







O resultado foi péssimo nos quatro mirantes. Não conseguir ver a ponte de nenhum deles, apenas poucos pedaços vermelhos, rs. 







quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Como ir e o que fazer em Muir Woods

Nosso quarto dia em San Francisco foi dedicado a pequenos bate e voltas à duas cidades próximas: Sausaito é Muir Woods

COMO CEGAR :

Localizado a cerca de 20 km de San Francisco, Muir Woods não é uma cidade, mas sim um parque florestal. Nada menos que o Parque Nacional das Sequóias.

A melhor forma de chegar até Muir Woods é de carro. Conosco não foi diferente. O trajeto é lindo, passando pela Golden Gate Bridge, com vistas incríveis de San Francisco (explico toda essa parte no próximo post, sobre Sausalito).




O maior problema em visitar Muir Woods em alta temporada é o estacionamento.Sao vários pequenos estacionamentos pela estrada. Esperamos cerca de 30 minutos para conseguir uma vaga. Mas vale a pena.Além de gratuitos, a maior parte da estrada (leia-se pequeno acostamento) tem estacionamento proibido, sujeito a multas e reboque.

Para aqueles que não tem a disponibilidade de um carro, há tours que partem de San Francisco, incluindo alguns tipos de Sighseeing.





HORÁRIOS E PREÇOS :

O parque atualmente, está aberto 365 dias por ano. Normalmente os horários são de 8 da manha até 17-18h , dependendo do dia. Os ingressos podem ser comprados na hora, ao preço de 10 dólares. 






O PARQUE :

Atualmente, as sequoias gigantes norte-americanas localizam-se à norte de Monterrey, extendendo-se até o estado de Oregon. É justamente nesta baia da região de San Francisco que a concentração das árvores ganhou fama mundial, com a criação do Parque Nacional das Sequóias. 




O futuro da região foi incerto até 1907, quando o presidente norte-americano Roosevelt o declarou como monumento nacional. Apesar dos Kent serem os donos do local, resolveram chamar a região de Muir, em agradecimento ao naturalista John Muir, que tanto os ajudou na preservação do local. 




Em 1945, o parque cediou um encontro internacional com mais de 50 delegações estrangeiras, em honra ao presidente Roosevelt, com um memorial entre as árvores. Foi a partir daqui que o local foi propriamente transformado no Parque Nacional das Sequoias. 




As Sequóias gigantes(redwoods) são as maiores árvores do mundo, chegando a incríveis 115 metros de altura por 16 metros de diâmetro.




O parque ganhou maior fama mundial ( e minha atenção) quando foi cenário do filme ''Planeta dos Macacos" (Rise of the Planet of the Apes) na versão de 2011, com James Franco. 




Consigo lembrar direitinho de ter ficado encantada com aquelas árvores gigantes em que o Cesar pulava com o personagem de James Franco, no início de fim do filme. Fique apaixonada por aquele lugar e já anotei mentalmente que iria conhecer quando pisasse em San Francisco. 

Para quem quer refrescar a memória, aqui vai um pequeno trecho do filme no youtube. Não é a melhor imagem, nem a melhor cena do parque (as melhores são as do início do filme), mas vale a pena

Vídeo

O parque é grande,porém, passível de ser visitado em algumas horas. São várias opções de trilhas para todos os gostos. E, se você não quiser ou não gostar de trilhas, tudo bem, pode apenas passear pelo parque. 




Tudo é muito bem sinalizado e organizado. O parque ainda possui uma lojinha de produtos típicos, a maioria com souvenires de madeira e um restaurante de comida orgânica. Almocei por lá mesmo e super aprovei



A beleza e encanto das árvores, seu desenhos e o fog característico da região deixam o parque lindo. Foi um lugar encantador, que vale uma visita combinada com Sausalito, que é bem pequena e pode ser vista em uma tarde. 




domingo, 4 de setembro de 2016

Roteiro de 4 dias por San Francisco - parte 3

Saindo da Union Square, comecei o dia passeando pela Japantown, um bairro dedicado à cultura nipônica na cidade, cujos primeiros habitantes chegaram em 1860.




Logo depois, cheguei até a Alamo Square, uma praça bem simpática onde ficam as Painted Ladies (damas coloridas).

As painted ladies são um dos símbolos arquitetônicos da cidade, assim como a Golden Gate Bridge, a famosa ponte vermelha. Ou quem sabe sua memória foi refrescada pelas imagens do seriado "Full House"?!



As casas são assim chamadas pelo característico estilo vitoriano, com diferentes cores. Na Alamo Square ficam as  seis casinhas praticamente iguais, vizinhas a uma sétima (de esquina) um pouco diferente. São um dos maiores conjuntos na cidade que resistiram ao terremoto de 1906.

Vi fotos lindas tiradas do alto da praça, porém, infelizmente estava fechada devido à obras quando visitei.

De lá, segui até o Golden Gate Park, um dos maiores da cidade.



O parque é bastante grande, ocupando uma área retangular de aproximadamente 4 km quadrados, ou seja, 20% maior que o Central Park, de New York.

Atualmente, é um dos três parques urbanos mais visitados dos Estados Unidos, perdendo apenas para o próprio Central Park e o Lincoln Park, em Chicago.



Por conta de todo esse tamanho, é necessário foco. Deixei uma manhã e uma parte da tarde e não consegui ver tudo, nem de longe mesmo.




Além de uma linda área verde, ótima para piqueniques e esportes, o parque abriga uma série de atrações, a maioria paga. Entre elas o jardim japonês, museu de Yong (arte moderna), museu de ciências naturais da Califórnia e o conservatório de flores.

Saindo do parque, decidi ter a burra ideia de andar até o mar, mais precisamente a Ocean Beach. Besteira total. Andei mais de quinze quilômetros e a praia não tem grandes atrativos. De lá, peguei um ônibus e desci em Fisherman's Wharf, um píer vizinho ao Píer 39, com diversas opções de alimentação.

Escolhi jantar na padaria/restaurante Boudin, uma das mais clássicas e famosas do local. O destaque vai para os pães ( carregados em mino "teleféricos" pelo restaurante) e a sopa no pão. Deliciosa !!!




 O dia terminou no Píer 39, passando antes pelo navio de guerra americano e o Madame Tussauds.

EXTRAS

Como este foi nosso último dia inteiro em San Francisco, coloco aqui dois extras que fizemos no dia seguinte à este, quando voltamos de Muir Woods e Sausalito 

Realizamos um quase sonho de descer a Lombard Street de carro! Foi muito legal. Como era a primeira vez num carro automático e as ladeiras estavam muito engarrafadas, quase desistimos. Mas acabei achando um caminho alternativo, que furou todo o engarrafamento e fugiu das maiores ladeiras. A experiência foi única, super vale a pena 


Outro lugar bem legal, que infelizmente só passamos de carro, com poucas paradas foi o bairro Castro. 

O bairro é um dos mais famosos da cidade,por simbolizar a cultura homossexual. Vale lembrar que San Francisco foi uma das pioneiras das passeatas. No Castro, é possível ver casais idosos em meio à casais homossexuais, tudo na mais perfeita paz e respeito. 


O cruzamento mais famoso é o da Rua Castro com a 18, cujo chão é marcado com as cores da bandeira gay. Aliás, várias bandeiras podem ser vistas decorando casas e lojas. 

domingo, 28 de agosto de 2016

Roteiro de 4 dias por San Francisco - parte 2

CABLE CAR ("BONDINHO")

Nada mais característico de San Francisco, uma cidade de colinas, que andar de bonde, os chamados "Cable Cars", preferencialmente pendurado em uma das grades laterais, com o vento batendo no rosto ...

Em frente a saída de metrô, é possível comprar os tickets para o bondinho. Turisticamente falando, o bondinho mais famoso é do da linha "Powell-Marker", que passa pelo maior número de atrações da cidade. 





Nao tem erro. Basta chegar na cabine de vendas bem em frente ao metrô e comprar os tickets ao preço de sete dólares por pessoa. A fila para andar no bonde se forma bem em frente. Quanto antes chegar, melhor. Nos momentos de pico e em alta temporada, o tempo de espera nas filas pode chegar a uma ou duas horas. 





O que mais me chamou a atenção foi o fato de que tudo é feito manualmente. Desde o freio de parada do bonde, até a curva. 




Uma vez no início da fila, minha dica é correr, literalmente, para o lado esquerdo no bonde. E, logicamente, não vá sentado, mas sim pendurado nas grades deste lado. Mas não se pendure tanto, mantenha-se sempre seguro. Isso, inclusive, é cobrado pelos funcionários. 




Como o lado direito está voltado para as calçadas, a visão não chega a ser ruim, porém é bem menos atrativa. 




A vista é linda, incrível ver as colinas da cidade ( e as vistas quando em seus topos), além de sentir a emoção de estar em um transporte tão antigo, porém tão característico da cidade. 

Não quis inovar e fiz o clássico, o que 99% das pessoas fazem : desci na estação do trecho de curvas da Lombard Street. Também não tem erro, praticamente o bonde todo desce ali e a parada foi anunciada. 


Vista de Alcatraz 


A descida não poderia ser mais bonita. De um lado, uma vista linda da Ilha de Alcatraz e seu presídio. De outro a parte mais clássica da Lombard Street. Só com este passeio me apaixonei por San Francisco. 


LOMBARD STREET 

Ao contrário do que muita gente pensa, a Lombard Street não é apenas aquela rua linda, toda florida e com várias curvas. Este é apenas um trecho da grande Lombard Street, seu trecho mais famoso e, sem dúvidas, o mais bonito. 




Seu trecho mais famoso foi criado em 1922, para facilitar o transito e diminuir a chance de acidentes. 
Atualmente, a rua fica repleta de turistas e os carros são obrigados a manterem a baixa velocidade. 





Não resisti e passei por ela de carro, no meu último dia em San Francisco. Com o Gopro na janela do carona, descemos a rua toda. Imperdível! Rs




Depois de mil fotos por ali, desci as colinas à pé até a baia da cidade, rumo ao Pier 39 


PIER 39 

Construído em 1977, o Pier 39 é uma das principais e mais legais atrações da cidade. 




No pier podemos encontrar músicos ao ar livre, várias lojinhas (principalmente de souvenires) e até um Hard Rock cafe, sem contar os vários restaurantes.







Os principais pratos resumem-se à frutos do mar, principalmente caranguejos. Como sou alérgica, indico o restaurante Luigis, no segundo piso, especializado em massas. Para aqueles que, assim como eu, infelizmente tem que ficar bem longe de camarão e afins rs.




Em 1989, logo após o terremoto de Loma Pietra, o Pier ganhou habitantes bem especiais : os leões marinhos, que sempre dão o ar da graça por lá. 




A migração de leões marinhos aumentou cada vez mais. Primeiramente, eram entre dez a cinquenta animais. Poucos meses após, o número aumentou para trezentos. O recorde foi em 2009, quando a população chegou a 1701 animais. 




O período ideal para ver a maior quantidade de leões é no inverno, já que, no verão, os animais migram para águas mais quentes do sul, para procriação. Mesmo assim, consegui ver cerca de cinquenta animais. 

Os leões sao protegidos pela marinha local, sendo proibido alimentar ou caçá-los. 



PASSEIO DE BARCO PELA BAIA 

Minha maior frustração da viagem foi não ter ido até o presidio de Alcatraz. Não dei bola para os vários avisos de compra antecipada online e deixei para comprar meu ingresso na hora. O resultado foi desastroso : ingressos esgotados para os próximos 30 dias e, após este período, só liberados no site. 




Perdi a ida até Alcatraz, então resolvi fazer o passeio de barco de cerca de uma hora pela baia da cidade. O preço foi de 30 euros por pessoa. 




O passeio é bem legal, temos uma visão do píer, da ilha da Alcatraz, da Golden Gate e de toda a cidade, com narrações sobre curiosidades e história local.

Obs.: o mar estava bem agitado e eu fiquei bem tonta durante todo o passeio, aproveitei bem pouco! E sou acostumada a andar de barco. Sugiro um anti emético antes do passeio ;)


ORLA DA CIDADE E COIT TOWER

Depois de algumas boas horas no Pier, fui andando até o Embarcadero, passando pela Praça da Levis. 




A próxima parada foi a Coit Tower, à pé. Um táxi ou carro valeria bem a pena neste dia, pois a torre fica no topo de uma colina bem íngreme. 

Atenção: a torre fecha as 17h!


CHINATOWN




Como eu adoro andar e ando muito em minhas viagens, fui à pé até Chinatown, seguindo por suas ruas principais cheias de lojinhas típicas até a Union Square, onde terminei o passeio deste dia