sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Hotel Flamingo, Las Vegas - valeu a pena ?

Se você procura dicas de hotéis cinco estrelas, admito que não sou a pessoa ideal para tais informações. Salvo raras exceções, na maioria das viagens que faço, hotel é "para dormir", ou seja, tem que ser bem localizado e perto de transporte público, limpo e com banheiro no quarto. O resto, é o resto.

Mas em Las Vegas é diferente ... Para mim, sem dúvida alguma, as maiores atrações da cidade são justamente os hotéis! É bem na Strip que estão concentrados alguns dos mais famosos cassinos e hotéis da cidade. 

Las Vegas era a última cidade que estava visitando numa viagem de 23 dias e, apesar de querer um hotel legal e localizado na Strip, já tinha gastado muito com hospedagem no roteiro (né San Francisco) e seria impensável  desembolsar os valores do Bellagio ou Aria, por exemplo. 

Pesquisei muito! Tanto que foi o último hotel de toda a viagem a ser fechado. De início, minhas opções eram MGM, Excalibur, Circus Circus, New York New York, Harrah's ou Flamingo. 

Desde cara, o Flamingo já era o mais cotado. Exclui o Circus Circus pela distância. MGM, Excalibur e New York New York ficavam mais para o sul da Strip e eu queria algo mais próximo ao Bellagio. No fim das contas, o escolhido finalmente foi o Flamingo 




O hotel foi o primeiro hotel em estilo cassino fundado na Strip, em 26 de Dezembro de 1946. O investimento milionário contava com uma área total de 160 mil metros quadrados. Na época, apenas o cassino funcionava. Os quartos ainda estavam em construção na inauguração, o que fez com que os clientes do cassino levassem seus lucros para outro hotel com hospedagem. 
Duas semanas após a grande inauguração o hotel fechou. Foi reaberto apenas em março de 1947.





De lá para cá, o hotel mudou de gerência algumas vezes, e hoje é controlado pela rede Harrah's Entertainment. 






A localização foi, para mim, o ponto alto do hotel. Existe uma diferença brutal entre se hospedar na Strip X se hospedar no burburinho da Strip. E é exatamente onde o Flamingo fica.

Os vizinhos na mesma calçada são o Hotel Paris, Linq e Venetian. Atravessando a rua você estará exatamente em frente ao Caesars e o Bellagio. Para mim, não tem ponto melhor na Strip!

O hotel é gigante, contando com cerca de 3600 quartos.


Vista do meu quarto - para os "fundos"da Strip

Meu quarto não era o deluxe, porém era bastante espaçoso, com duas camas box (éramos três pessoas) e uma vista linda para os jardins do hotel, a piscina e a "London Eye", do hotel Linq








Os cassinos são gigantes e estavam sempre cheios, mas como sou amadora, não posso comentar grandes coisas, pois pra mim só tentei a sorte nessas máquinas de roletas, que diferem pouco de hotel para hotel haha

Outros dois pontos positivos do hotel são as piscinas e o Wildlife Habitat

O complexo de piscinas realmente impressiona. 





De piscinas para crianças até as maiores, com direito a pool parties e toboáguas.






O Wildlife é lindo.



Pink Flamingos 




São jardins circundados por pequenos riachos, onde podemos ver os Flamingos cor de rosa, diversos peixes e aves de diferentes regiões do mundo.









Todos os restaurantes/lanchonetes do hotel eram ótimos. 




E o buffet do hotel também foi maravilhoso! Muita variedade, incluindo almoço, bebida (não-acoolica) e sobremesa, por apenas 20 dólares

Outra vantagem é que eles guardam as malas, caso os hóspedes já tenham encerrado  horário da reserva, mas queira continuar passeando (meu caso, já que meu voo só saia a noite).




Mas, como nem tudo são flores, falarei também do que eu não gostei.

No fim das contas, você sempre acaba pagando mais que o esperado, por conta das taxas de resort. Acho que paguei uns 70 dólares a mais por isso.

A taxa de resort, aliás, dá direito ao wifi para apenas 2 dispositivos por quarto. Isso foi péssimo para mim, que estava em 3 pessoas ( cada uma com seu iPhone) e ainda um notebook. E não significa dois dispositivos por vez, mas sim por estadia! Resumindo, tive que descer várias vezes para usar meu notebok e iPhone no lobby, área onde o wifi era gratuito para os hóspedes, em mais de dois dispositivos.

O café-da-manhã também não foi dos melhores. Tínhamos direito a um vale de 9 dólares por pessoa para apenas 2 pessoas ( ou seja, 18 dólares por dia) e o vale era válido apenas na cafeteria do hotel. Todo o excedente era pago a parte. A cafeteria também não tinha mesas, então eu levava meu café para o quarto todos os dias.

As filas da recepção eram sempre gigantes! Isso foi uma coisa que percebi em vários hotéis em Las Vegas. Para o check-inn ou check-out não chega a ser um problema, pois existem máquinas para você fazer isso sozinho, com ajuda de funcionários do hotel.  Mas em caso de dúvidas ou assuntos mais específicos, deve entrar na fila.

De um modo geral, eu gostei bastante da minha hospedagem. Claro que houve problemas, mas que não chegaram a atrapalhar a viagem de modo algum! E, principalmente, a localização e o custo benefício do Flamingo são ótimos 

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Grand Canyon West - bate e volta de Vegas: vale a pena ?

COM CERTEZA!

Esta é a resposta para uma das perguntas mais comuns para aqueles que vão à Las Vegas. Visitar o Grand Canyon é uma experiência única e com certeza absoluta vale super a pena. 

ENTENDENDO O GRAND CANYON ...

O Grand Canyon é um desfiladeiro esculpido pelo rio Colorado há muitos anos atrás. Um de seus primeiros registros data de 1540. Foi apenas em 1919 que o local foi oficialmente designado como um parque nacional. 

Estima-se que o Grand Canyon se estenda por aproximadamente 450 km, com profundidades que podem chegar a até 2 mil metros. 

O Grand Canyon possui 3 "Rim" (centros de visitação): North, South e West

Apesar de todos situarem-se no estado do Arizona, apenas o North e South Rim se encontram dentro dos limites do Parque Nacional do Grand Canyon. O West Rim (mais próximo de Las Vegas) localiza-se em uma reserva indígena. É justamente esta localização "fora do parque nacional"que faz com que o North e South sejam considerados os Canyons verdadeiros. 


COMO CHEGAR 

Esta é uma pergunta com inúmeras respostas. Pode-se chegar ao Grand Canyon de carro, avião/helicoptero ou trem, além de excursões de ônibus. 

Las Vegas é a cidade mais próxima. O West Rim está a cerca de 200 km e o South Rim 450 km.

Na própria Strip, em Vegas, vários tours são vendidos, a cerca de 100 dólares por pessoa. Passeios de helicóptero são vendidos por preços entre 350-450 dólares.

Eu fui de carro, por conta própria, numa atitude de coragem extrema, já que meu GPS parou de funcionar logo após a represa Hoover Dam e estávamos sozinhos no meio do deserto, com um mapa meia boca do Arizona na mão, apenas.




A estrada é linda, tipicamente desértica, com muitos cactos e vilarejos no caminho. Asfalto bom e com poucas curvas, apenas alguns poucos quilômetros próximos à reserva, onde também é possível ver uma parte do lindo contorno dos Canyons.

No caso de ir de carro, você deve colocar no GPS o ponto "Grand Canyon West airport"
Chegando lá, basta estacionar o carro no estacionamento principal e seguir para a tenda/loja para compra dos ingressos.


O QUE LEVAR?



  • Câmera fotográfica/iphone/gopro 
  • Muito protetor solar 
  • Roupas confortáveis - idealmente calça ou bermuda confortáveis, blusa e tênis
  • Água, porém em todos os pontos era oferecido água gratuitamente



INGRESSOS

Comprei os ingressos na hora, ao custo de 69 dólares por pessoa, com almoço incluído.

Atente-se que, dentro do Grand Canyon você não pode circular com seu carro. O ingresso dá direito ao uso de ônibus que circulam pelos 3 pontos de observação turística.




Existem dois tipos de ingressos:

Gold Package (72 USS) - com direito à entrada no parque + skywalk + almoço

Legacy Package (42 USS) - direito apenas a entrada no parque . Este ingresso pode ser acrescido do almoço, saindo ao custo total de 69 dólares por pessoa.

Obs.: o almoço pode ser feito em qualquer um dos 3 pontos de parada

Há ainda a opção de um tour de helicóptero, ao preço de 187 dólares por adulto.


HOSPEDAGEM

Ainda que a maioria esmagadora dos turistas se hospede em Las Vegas ou cidades próximas, o Grand Canyon West oferece hospedagem no Rancho indígena.


O GRAND CANYON


"O Grand Canyon me enche com admiração, está além de comparação, além da descrição, absolutamente sem paralelo no vasto mundo ... Deixe este grande maravilha da natureza permanecer como agora é e não faça nada para estragar a sua grandeza, sublimidade e beleza. Você não pode melhorá-la.. . Mas o que você pode fazer é mantê-la para os seus filhos, filhos de seus filhos e todos os que virão depois de você, como a grande visão que cada americano deve ver."
T. Roosevelt, 1903






Não existe melhor definição para o Grand Canyon. Quando desci do ônibus fiquei completamente paralisada e percebi meus olhos mais úmidos que o habitual rs. Dá pra ficar horas ali admirando aquela beleza indescritível, nem mesmo o calor e vento quente sufocantes do deserto foram capazes de atrapalhar qualquer beleza daquele lugar. 

Sabe aquela imagem que vai ficar pra sempre na sua cabeça?! O Grand Canyon foi bem assim.


COMO FUNCIONA O PASSEIO 

A reserva oferece três pontos de visitação : Rancho Hualapai, Eagle Point e Guano Point 

Os ônibus circulares passam a cada 15 minutos, indo de um ponto até outro. 





Normalmente, o primeiro ponto é o Rancho, então começarei por ele 


  • RANCHO HUALAPAI
Esta é a parte mais civilizada da reserva, onde realmente podemos ver os indígenas em trajes típicos. 



Neste ponto, ainda não é possível ver o Grand Canyon (só uma bordinha mínima láááá longe).



Aqui, temos diversas atividades, como treinamento de tiro, passeios com cavalos e atividades nativas. 


Neste ponto fica o maior restaurante do Grand Canyon West e também o centro de hospedagem para turistas. 

  • EAGLE POINT 
Minha segunda parada e finalmente onde consegui ver o Grand Canyon. Que maravilha!



Neste ponto podemos ver o contorno dos Canyons e uma parte (pequena) do Rio Colorado.

É também aqui que se encontra o SkyWalk.



Skywalk é uma das mais novas e principais atrações do Grand Canyon West. Resumindo, trata-se de uma passarela de vidro suspensa sobre o vale montanhoso. Para acessar a passarela, é necessário ter comprado o ingresso adicional. 

Honestamente, nao achei vantajoso. O ingresso era muito mais caro e as fotos na passarela não são permitidas, ou seja, resta compraram CD por cerca de 90 dólares com suas fotos. Adoro atrações radicais mas juro que achei bem sem graça e não vi vantagem em ir ...





ATENÇÃO: o Grand Canyon Não tem bordas ou qualquer muro delimitando as montanhas. Ou seja, escorregou, rest in peace. É totalmente por sua conta e risco. 



Claro que cheguei na beirada e tirei mil fotos, mas todo cuidado é pouco. 

Obs.: Este ponto não tem restaurante, apenas uma lanchonete 

  • GUANO POINT 

Ponto mais lindo de todos, na minha humilde opinião




Aqui conseguimos ver melhor o rio Colorado e andar sobre as pedras, até outro ponto mais adiante. 




Foi também o local onde tive quase uma visão 360 graus do Grand Canyon. Impressionante e indescritível. 



Mais informações no site oficial


VALEU A PENA?

Voltando à resposta de início do post. Valeu muito a pena! O passeio foi perfeito e um excelente bate-e-volta de Las Vegas. Não sentiria minha viagem completa se não tivesse ido. 

Reconheço que o South e North Rim devem ser maravilhosos, mas o West também tem suas belezas e não deve ser discriminado. Fiquei com vontade de conhecer mais sobre o Grand Canyon e definitivamente vale o passeio. 


BÔNUS: A REPRESA HOOVER DAM, NO MEIO DO CAMINHO 

Construída em 1936, há aproximadamente 40 km do centro de Las Vegas, em Bolder City, a represa Hoover Dam foi criada para abastecer a cidade do pecado.



O nome Hoover, é referencia ao ex presidente americano Hebert Hoover, que governo o país no período de 1921 a 1933.

A construção é impressionante: 380 metros de largura e 222 de altura contendo o rio Colorado no meio do deserto e bem na divisa entre os estados de Nevada e Arizona.



Em números oficiais, cerca de um milhão de turistas visita a represa anualmente, porém, estes números referem-se apenas aos visitantes que passam pelo centro turístico. Me arrisco a dizer que talvez seja a minoria 




Talvez você nao conheça de nome, mas provavelmente já viu a represa em muitos filmes de Hollywood, como por exemplo Superman (1978), Transformers (2007) e o espetacular Terremoto: a falha de San Andreas (2015), que além de mostrar paisagens lindas na California, mostra a represa sendo destruída por um intenso terremoto. Cenas incríveis de lá neste filme, recomendo fortemente e segue o vídeo do youtube abaixo.



Fiz a visita de carro, no caminho para o Grand Canyon West. Porém, há diversos tours em Las Vegas para visitação.

No próprio local, há também tours guiados, embora também seja permitido visitação livre, como foi meu caso.

DICA: Para quem chega de Las Vegas, as placas indicam o primeiro estacionamento para visitação, ao preço de dez dólares. Não precisa parar ali, se não quiser. Siga adiante (atravessando a represa) e logo terá um outro estacionamento gratuito.

Obs.: Se você não parar na represa e for direito ao Grand Canyon West irá, provavelmente, passar pela ponte sobre a represa. Mas, infelizmente, não dá para ver nada. Recomendo uma entradinha rápida na represa mesmo ...




domingo, 27 de novembro de 2016

Roteiro de 4 dias em Las Vegas + Musical Australian Bee Gees

Fundada em 1905, Las Vegas possui atualmente pouco mais 500 mil habitantes, sendo a cidade mais populosa do estado de Nevada. 

A cidade fica no meio do deserto de Mojave, é abastecida pela represa de Hoover Dam, distante cerca de 40 km. Mas o que uma cidade no meio do deserto pode ter de tão legal a oferecer? 

Vegas é bem artificial, não tem como negar. Não é uma cidade em que eu moraria, mas é um destino perfeito para viajar e se divertir. Acho que, justamente o fato de ser artificial, que a torna única e mundialmente conhecida. 

Las Vegas possui uma população relativamente jovem ( a média de idade é de 34 anos) e o que não falta na cidade são as festas. Mas se você não quiser ir, não tem problema, há diversas outras opções de diversão por lá. 

É muito importante avaliar o período em que você visitará a cidade. Devido à localização, o clima é desértico, então se prepare para um inverno frio (com temperaturas pouco acima de zero graus) e um verão muito, muito quente. 

Eu fui no verão e posso dizer que estava muito calor. Apesar da maioria dos hotéis e cassino ser muito bem servida de ar condicionado e as passarelas entre alguns hotéis também, a temperatura externa na Strip ficava em torno de 45 graus, com sensações térmicas superiores a 50 graus com clima super seco.

Ao todo, tive 4 noites e 4 dias inteiros na cidade. Nas duas primeiras noites me hospedei no Hotel Bestwestern McCarran e nas duas últimas no Flamingo. Apesar do Best Western ficar fora da Strip, eu adorei o hotel. Café-Da-Manhã delicioso, equipe super simpática e prestativa e pertinho do aeroporto. A Strip fica a menos de dez minutos de carro. 

Vim direto de Anaheim e cheguei à Vegas já no fim da tarde. Neste dia apenas fiz compras no North Premium Outlet e depois fui direto pro hotel. 
  • PRIMEIRO DIA 
Fiz um bate-e-volta até Grand Canyon West. De volta à Vegas, no fim do dia, fui direto para a Fremont Street, a parte antiga da cidade.



  • SEGUNDO DIA 
Andei por todos os hotéis da calçada da esquerda da Strip, entre eles Caesars, Bellagio, Aria, New York New York. Depois fui até o outlet Premium South e à loja de eletrônicos Frys. 




  • TERCEIRO DIA 
Andei pelos hotéis da calcada da direita, incluindo Paris, Planet Hollywood e várias lojas como a Hard Rock e a dos MMs. No fim do dia, fui até o Excalibur, para o musical do Bee Gees 



  • QUARTO DIA 
Passei a manhã inteira na piscina do meu hotel (e uma boa parte da tarde), visitei algumas poucas lojas do Hotel Caesars e depois segui para o aeroporto. 





Foi o suficiente para ver o principal da cidade. Talvez, poderia ter aproveitado melhor os musicais se tivesse mais tempo. 

MUSICAL AUSTRALIAN BEE GEES 

Acabei escolhendo este musical por conveniência. Era aniversário do meu pai e as outras opções seriam Cirque du Soleil (Beatles) ou Rod Stewart. Ele não curte Cirque du Soleil e nem eu, para ser sincera. 

Comprei os tickets para um domingo as 19h. O show seria no hotel Excalibur e bastava chegar entre 1-2h antes para pegar os ingressos já reservados.

Optei por comprar o ingresso de mesa com buffet incluso, no próprio hotel. O custo por pessoa foi de cerca de 70 dólares. 



O teatro é bem pequeno e as mesas eram para 8 pessoas, com lugares marcados. A produção é bem simples. A banda começou pontualmente e a semelhança realmente impressiona. Cantaram os principais sucessos da banda australiana em quase 1:30h e achei bem legal. Fotos eram permitidas, mas filmagens não. Fizeram até uma brincadeira sobre os países pelos quais passaram, incluindo o Brasil e até fotos da minha cidade natal!



A banda foi bastante simpática e no fim vendeu bonés, camisetas e cês, além de fotos personalizadas. 

O buffet foi uma decepção. Tudo era baseado em camarão (eu sou alérgica) e achei as sobremesas bem fracas, não curti. O preço valeu pelo show. 

Obs.: Foi numa loja de souvenires ao lado do teatro do hotel que comprei um DVD turístico de Las Vegas muito legal! O dvd mostra os principais pontos da cidade e até o Grand Canyon, recomendo!