sábado, 11 de fevereiro de 2017

Roteiro de uma tarde na região de Montjuic, Barcelona

Montjuic é uma das altas colinas da cidade de Barcelona. São quase 200 metros, com uma vista linda da cidade. 

A intenção era ir até lá de teleférico (que sai de Barcelona), mas estava fora de utilização (assim como várias outras coisas em Barcelona, afff). Fui então de metro até a estação Plaza de Espanha. 


A praça por si só já impressiona pela imponência. E logo ali ao lado está o shopping "Arenas de Barcelona", localizado no prédio que, o passado, serviu como arena de touradas. 

Plaza de Espanha e o shopping


Segui pela Av. de Maria Cristina, passando pelo congresso e as fontes, até chegar as escadas rolantes, já próximas do Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC), que parece até um castelo de tão lindo. 





Aqui eu cometei um grande erro: ao invés de seguir para a fundação João Miró e o teatro grego, segui para a direita, em direção ao Poble Espanhol. 

No caminho, a vista da Sagrada Família


Construído em 1929, o Poble Espanhol é um museu à céu aberto cuja temática é a própria Espanha. Nessa pequena "cidade" foram representadas diversas regiões do país, em termos de arquitetura, culinária, artesanato, etc. 



Ao todo, são 117 edifícios, diversas praças e mais de trinta artistas com apresentações culturais. O local ainda conta com um pequeno museu de arte moderna, com obras de Picasso, Dali e Miró. 






Tudo isso parece incrível, né?! Era um dos locais que eu estava louca para conhecer na cidade. A verdade é que a proposta do museu é maravilhosa mas esperava muito mais. Ok, a comida estava deliciosa. Ok, os lugares me lembraram várias regiões da Espanha. Ok, está bem próximo do Montjuic e dá para conjugar os dois passeios. Mas achei o Poble muito "abandonado". Vários estabelecimentos fechados, muito pouca gente visitando. Parecia que faltava vida ali. Não me arrependo, mas não consideraria essencial em caso de pouco tempo na cidade. 



O museu se localiza na Avenida Francesc Ferrer i Guàrdia, 13.  O preço do ingresso é de 13 euros. 

Saindo do Poble, segui para a antiga cidade olímpica dos jogos de 1992, ocorridos em Barcelona. Foi lá que o Brasil ganhou a medalha de ouro no vôlei masculino. 



Estão abertos a visitação o estádio e os ginásios. Mas já de fora podemos ver as pistas de atletismo e a torre de Calatrava. 






Na volta, fui até  Museu Nacional de Arte Moderna da Catalunha para ter uma vista panorâmica das fontes do Montjuic, outra coisa que estava louca para ver. Esperei horas num frio horrendo (com muito chá e chocolate quente) até que após um atraso significativo recebemos, informalmente, a notícia de que o espetáculo estaria cancelado aquela semana! Que raiva 




A região do Montjuic é perfeita para o passeio de uma tarde. Se possível, trocaria o Poble pelo Castelo e a Fundação de Miró. Mas, mesmo assim, valeu muito a pena e repetiria. 





segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Roteiro pelas obras de Gaudí, Barcelona

Confesso que poucas vezes ouvi falar em Gaudi. Quando pensava nele, logo me vinha à mente a Catedral da Sagrada Família, de Barcelona.

Quando estava pesquisando sobre a cidade, descobri como os principais pontos turísticos me remetiam a ele. Quando cheguei em Barça não tive dúvidas: o cara era genial! E foi justamente no interior da Sagrada Família que assisti a um filme de aproximadamente dez minutos que contava um resumo sobre sua trajetória.

Antonio Gaudi nasceu em  25 de Junho de 1852, numa cidade costeira da Catalunha, chamada Reus. Mudou-se para Barcelona a fim de continuar seus estudos. Nunca se casou, então, dedicou sua vida à arquitetura, sendo marcado mundialmente por estilo excêntrico à época, mas que encantou multidões de turistas o longo do tempo ...

Gaudi prezava o culto à Deus e à natureza. Faleceu em 1926, quando estava ainda concentrado na construção da Sagrada Família, vítima de um atropelamento.


CASA MILLÁ - "PEDRERA"

Esta foi uma das últimas construções de Gaudi, finalizada em 1907. Situada no Paseo de Gracia, a poucas quadras da Casa Batló.




Chama a atenção por sua arquitetura perfeita e suntuosidade.

Casa Milá, em detalhes 


Endereço: esquina da Paseo de Gracia com Provença, 261

CASA BATLÓ 


Encomendada por José Batló Casanovas, a casa foi construída em apenas dois anos e hoje é uma das mais famosas e visitadas obras do catalão.






Para mim, só perde em beleza para a Sagrada Família. Situada no Paseo de Gracia, uma das principais ruas do centro, a casa chama a atenção por sua semelhança com ossos humanos. Se durante o dia já é linda, à noite a obra ganha vida. Tudo fica iluminado e ainda mais lindo, na minha humilde opinião.

Um tour pelo interior da casa também é permitido, ao preço salgado de 22 euros por pessoa.

Endereço: Paseo de Gracia, 43


PARQUE GÜELL


Sabe quando uma coisa sai tão errado que acaba dando certo ? Foi assim com o Parque Gell. Tudo começou com Eusebi Güell um rico empresário cliente de Antonio Gaudí. Na época, Güell encomendou a Gaudí um complexo de 15 hectares que previa a construção de uma cidade jardim na região de Gràcia, que na época nem pertencia à Barcelona.

O local começou a ser construído em 1900, porém o projeto não foi adiante e apenas duas casas foram construídas ao fim de 1914. Uma delas que tornou-se morada do próprio Antonio Gaudí e que atualmente é o Museu do Gaudí.




Em 1918, os herdeiros de Guell venderam o local para a prefeitura de Barcelona, que tornou-o um parque municipal e em 1984, o parque foi declarado Patrimonio Mundial da Humanidade.






Atualmente, o parque Güell é o mais visitado de Barcelona. Tudo no parque é minuciosamente planejado : os desenhos dos azulejos sobre os bancos no topo do parque, as trilhas, os túneis, o eco na sala de entrada, a salamandra, as colunas que lembram árvores



A entrada principal é minuciosamente desenhada. As duas casinhas com o portão principal são baseadas no conto de "Hansel e Gretel". A casa da esquerda, atual loja de souvenirs, representa a casa das crianças. Já a casa da direita, a casa da bruxa.



Adentrando o parque, é fácil reconhecer um dos ícones mais turísticos de Barcelona : a salamandra colorida. Ela é um dos pontos mais fotografados de todo o parque, prepare-se para "pequenas filas".



A praça do parque Guell, num segundo piso, tem a vista perfeita para a cidade de Barcelona. Os bancos serpenteados foram planejados para proporcionar vistas para a cidade independente do lugar em que o turista sentar.


Bancos serpenteados 

O ideal é passar uma manhã ou tarde no parque. Toda a área externa é acessível de forma gratuita. Porém, paga-se oito euros para visitar a área mais bonita do parque, que inclui os bancos desenhados, a salamandra e alguns dos túneis. No inverno, após as 18h todo o parque é acessível de forma totalmente gratuita. Mas a espera é uma economia porca. 

Digo isso por experiência própria. Eu esperei e o resultado se resume a fotos horríveis da vista da cidade, túneis escuros, banheiros fechados. Definitivamente não vale a pena!

Endereço: Carrer d'Olot, sem número

Para chegar, é possível usar o metro ou ônibus. No caso de metro, basta descer na estação de Vallcarca, poréééém, será necessário subir ladeiras bem íngremes para chegar até o parque. De ónibus, a linha a ser escolhida é a 24 ou 92.




BASÍLICA DA SAGRADA FAMÍLIA 


Confesso: nunca vi graça nesta Catedral. Achava que parecia uma daquelas "obras" de argila que fazia no colégio. Tenho muita vergonha de admitir isso, mas ainda bem que mudei radicalmente de opinião.





Me lembro perfeitamente de quando cheguei em Barcelona. Estava num táxi indo da estação de trem até o meu hotel em Barceloneta e vi, pela janela do banco de trás, a Basílica lá de longe. Foi nessa hora que eu realmente percebi que estava em Barcelona e como aquela Igreja era bonita!



Em 1883, aos 31 anos, Gaudí assumiu a obra que seria uma das mais famosas de toda a sua carreira. Durante os próximos 43 anos, o arquiteto dedicou-se quase exclusivamente à construção da Igreja, chegando a se mudar para o tempo. Porém, tal projeto nunca foi finalizado, pois Gaudí faleceu inesperadamente em 1926.

Gaudí foi enterrado na capela del Carme, dento da cripta da Basílica. Ele sabia que não chegaria a ver a construção da Igreja pelo atrasado nas obras.

A Basílica tem duas fachadas principais. A fachada que pode ser vista a partir do jardim com lago é a entrada oficial de quem visita a Igreja, a única que foi finalizada por Gaudí. De longe, podermos ver várias referencias à natureza, além de varandas e símbolos religiosos. Aqui, podemos ver 3 portas principais.

Detalhe: Jesus Cristo e a Virgem Maria 

Fachada principal 


porta da Caridade é a principal, representando o nascimento de Jesus Cristo. No alto da coluna, podemos ver a estrela do Natal. A Porta da Esperança localiza-se à esquerda, dedicada à São José. A última porta, a da direita, é a Porta da Fé, representando a divina providência (sendo o olho, a referencia ao Deus que tudo vê).

Do outro lado, temos um parque mais arborizado, com diversos vendedores ambulantes e lojinhas. Ali situa-se a bilheteria oficial e é de onde vemos a Fachada da Paixão, inteiramente construída após a morte de Gaudí. Esta fachada representa os últimos dias de Jesus Cristo.




Entrada pela Fachada da Paixão 




O interior da Igreja é simplesmente deslumbrante! Diversos vitrais coloridos representam os raios de luz iluminando as diferentes alas. As colunas e sacadas foram construídas para representar uma floresta e a luz dos vitrais iluminando pontos diferentes durante o dia, assim como nas matas.




Há quem opte pela visita as torres. Eu optei pela visita simples e comprei os ingressos na hora mesmo. Não enfrentei nenhuma fila, mas estava em baixa temporada. Acho que vale a pena reservar pela internet anteriormente.



Uma dica é que muita gente visita a Igreja, tira fotos de suas fachadas mas esquece de visitar o museu da Sagrada Família. 

Maquete no museu da Basílica 

Seu acesso pode ser feito a partir da fachada da Paixão, próximo a uma lojinha laranja. O acesso já está incluso no valor do ingresso.



domingo, 29 de janeiro de 2017

Roteiro de 3 dias em Barcelona

Situada na península ibérica, Barcelona é maior metrópole européia banhada pelo mar Mediterrâneo, abrigando atualmente mais de 1 milhão e meio de habitantes, sendo uma das maiores e mais legais cidades espanholas catalães.

Uma vez estudei com um menino que morava na Barcelona. Quando disse que ele era espanhol, fui veemente corrigida. A verdade é que apesar de Barcelona situar-se na Espanha, a região da Catalunha luta por sua independência há muitos anos, assim como a região do país Basco.

No início dos anos de 1700, com o fim da Guerra de Sucessão Espanhola, a região perdeu sua autonomia, sendo oficialmente governada pela Espanha. Nos anos 30, com a ditadura espanhola, a questão ficou ainda pior. Mesmo após o fim desta a região ter obtido certa autonomia e um idioma oficial (o catalão), ainda ocorrem diversas manifestações a favor do movimento separatista. Então, aqui vai a primeira dica: por via das dúvidas, nunca diga a um catalão que ele é espanhol! haha

Estive em Barcelona durante 3 dias e 4 noites e não foi o suficiente para conhecer a cidade. Eu sabia disso, mas infelizmente fiz a besteira de tirar um dia em Barcelona para acrescentar em Lisboa. A se arrependimento matasse 

A cidade tem muitos pontos turísticos espalhados, necessitando de táxi ou transporte público para conseguir chegar até eles. Eu diria que para conhecer os principais pontos turísticos 4 dias seriam necessários.


Fui no auge do inverno espanhol, no fim de Janeiro de 2016 e esta não é a melhor época para visitar a cidade. Na verdade, Barcelona consegue manter médias climáticas agradáveis (principalmente para mim, que vinha de temperaturas negativas frequentes em Madri). A temperatura girou em torno de 10-15 graus. Em momento algum estar lá no inverno me atrapalhou. Mas Barcelona no verão deve ser muito melhor, Barcelona é uma cidade praiana, descontraída, totalmente o oposto de Madri.

Me hospedei no Hotel Barcelona Poblenou, da rede travelodge. Hotel simples porém em região agradável e perto do metrô.



DIA 1

O primeiro dia começou à tarde. Cheguei em Barcelona vindo de Madri, no trem rápido que conecta as duas cidades em menos de 3 horas. Adorei o trem e o serviço.

Almocei num delicioso restaurante nas Ramblas de Poblenou mesmo e de lá, seguimos para a praia.


Ramblas de Poblenou 

Mesmo no inverno estava tudo lindo! Andei muito e, pelo que percebi, a praia tem boa infraestrutura para os visitantes, com assentos, chuveiros, e aparelhos para musculação.

Como era minha primeira vez no Mediterrâneo, não resisti e coloquei meus pés na agua. Por míseros segundos, diga-se de passagem. A água estava tão gelada que sai correndo haha. Levei mais tempo limpando a areia do meu pé que na água em si, rs.





Caminhei até as docas e o cassino da cidade. Lá, vários restaurantes legais e boates, a maioria vazios ainda. Pelo horário e também pelo clima. Vi o por-do-sol em Barcelona já mais próximo do hotel W. Lembrei que o local aparece no clipe "Loka Loka Loka", da Shakira.




De lá, peguei o metrô até a região de Passeo de Gracia.

O passeio de Gracia é o "miolo"da cidade, próximo das principais construções históricas da cidade. Ali destacam-se a Casa Millá (também conhecida como "Pedreira), a Casa Batló e também o hotel Majestic.






As casas Millá e Batló são obras de Gaudi, assim como alguns dos principais pontos de Barcelona. Gostei tanto das construções e estilo de Gaudi, que farei um post especial só com suas mais famosas construções.



DIA 2

Primeiro dia inteiro na cidade, fomos direto ao estádio do Barcelona.

Embora eu não seja muito fã de futebol, sabia que não seria possível perder essa visita. E foi, sem dúvidas, o melhor lugar que conheci em Barcelona. Meu pai então, amou!




Fiz um post inteiro sobre a visita há alguns meses. Para ler na íntegra, só clicar aqui

A visita levou a manhã inteira, mas se quiser, pode ser mais rápido.

Saindo dali, segui direto para o Parc Güell, outra obra de Gaudí.  Resolvi ir de metro e andar pela região. Foi bom, mas me tomou muito tempo porque peguei um longo caminho até o parque.



O parque é lindo e acessível ao custo de 8 euros por pessoa. No inverno, após as 18h costuma ser gratuito, mas não vale a pena, pois já está escuro e muitas atrações não ficam legais a noite.



DIA 3

Começamos o dia na majestosa Basílica da Sagrada Família, também obra de Gaudí.




Mesmo que ainda inacabada (a previsão é do término acontecer em 2016, ano de centenário de morte de Gaudi) a Basílica emociona e pode ser vista de vários diferentes pontos da cidade.

Comprei o ingresso na hora mesmo, sem filas (no verão não aconselho) ao custo de 18 euros.

Ao sair (ou na entrada) não deixe de visitar o museu da igreja (o acesso é meio escondido, no térreo da igreja, do lado de fora) já incluso no valor do ingresso.

O passeio total demora umas 2-3h, dependendo do que quer ver. Definitivamente vale a pena.

Depois, fui até a região do Montjuic, onde terminei o dia. Lá está o shopping, o Poble Espanhol, a cidade olímpica de 1992, a fundação Joáo Miró e ainda o Museu de Arte Nacional da Catalunha.





DIA 4

Bate-e-volta a Andorra, pequeno país nas montanhas dos Pirineus.

Post completo sobre esta viagem disponível aqui



Se pudesse, acrescentaria um dia ao roteiro, para poder visitar melhor o Bairro Gótico e o mercado da Boqueria, que apenas passei na porta.  Outro ponto que também tive que descartar foi o parque La Ciutadella. E, claro no calor tomar um banho de mar.