terça-feira, 16 de maio de 2017

Roteiro bate-e-volta de Londres a Stratford-upon-Avon, a cidade de William Shakespeare

Stratford-upon-Avon é uma cidadezinha de pouco mais de vinte mil habitantes, localizada a cerca de duas horas de Londres, no condado de Warwickshire. Estima-se que a cidade seja uma das mais visitadas de toda a Inglaterra; para se ter uma idéia, cerca de três milhões de turistas a visitam por ano. Mas o que faz uma pequena cidade de nome difícil ser tão famosa? A cidade é linda, é verdade, mas Stratford-upon-Avon deve seu sucesso a um de seus mais famosos moradores: William Shakespeare.




HISTÓRIA DA CIDADE 


Antigamente chamada de Stratford, os primeiros registros da cidade datam do ano de 693, quando a terra foi cedida ao bispo de Worcester, tornando-se domínio feudal. Foi no século XIII que o local estabeleceu-se com comércio, casas, hospedarias e manufatura de produtos. 


A cidade, antes conhecida pelas guildas católicas, assumiu o protestantismo após a ascensão de Elizabeth I ao trono inglês. Em 1561, o conselho governamental da cidade estabeleceu como o responsável pelas finanças locais e sub-prefeito o bem sucedido inglês John Shakespeare, morador da rua Henley (mantida na cidade até os dias de hoje) e pai de um dos mais famosos dramaturgos da literatura inglesa: William Shakespeare 



WILLIAM SHAKESPEARE 


Shakespeare nasceu em Abril de 1564 (provavelmente dia 23, três dias antes de seu batismo)  numa antiga casa medieval na Rua Henley, na pequena cidade de Stratford-upon-Avon. Aos 18 anos casou-se com Anne Hathaway, também moradora da cidade, que na época tinha 26 anos e estava grávida. Com ela teve três filhos: Susanna e os gêmeos Hamlet e Judith. 


Cerca de quatro anos após o matrimonio, Shakespeare mudou-se para Londres, em busca de melhores condições de trabalho. São um tanto escassos os registros destes anos de vida do poeta, com muitas informações não confirmadas. Na capital inglesa, Shakespeare trabalhou como escritor e ator, e chegou a fundar a companhia de teatro "Lord Chamberlain's Men" e em 1599 fundou o Globe Theatre, ao qual hoje foi adicionado seu nome. Retornou à Stratford alguns anos depois, e faleceu na mesma cidade três anos após seu retorno. 


William Shakespeare é atualmente considerado um dos maiores poetas e dramaturgos da história inglesa, com 38 piás, 154 sonetos e dois poemas narrativos. São dele as obras Romeu e Julieta, Hamlet, Otelo, entre outras. 




COMO CHEGAR 


Um dos jeitos mais fáceis e práticos de chegar é de trem. Comprei os tickets para um bate-e-volta de Londres através do site  da malha ferroviária inglesa, que me direcionou para a Virgin Trains, empresa que fez o trajeto. Fiz a reserva para um assento na segunda classe com cerca de 30 dias de antecedência, por um valor total de 11 libras, já com as taxas. 

O trem saiu da estação de Marylebone, em Londres e cerca de 2h depois estava em Stratford. No caminho, entretanto, fiz uma conexão em Leamington Spa.


Dei muita bobeira e acabei chegando seis minutos atrasada na estação e perdi o trem. Tive que comprar a ida na hora por 29 libras, bem mais que o total que tinha pagado antes e minha conexão, que antes era em Dorridge, agora passou a ser em Leamington Spa. Por conta deste incidente, acabei perdendo quase 3h de visita na cidade. 


Há vários tours que saem de Londres até Stratford. Muitos deles incluem Oxford e o castelo de Warwick em um bate-e-volta. Não acho que valha a pena, na minha opinião fica tudo muito corrido e Stratford é uma cidade para se ver com calma. 



ATENÇÃO: há duas estações de trem em Stratford. Uma se chama "Stratford-upon-avon" e a outra "Stratford-upon-avon parkway" . Se possível, opte pela primeira, pois a "parkway" fica mais longe do centro histórico da cidade. 



Pelo caminho ...



Saindo da estação de Stratford, não erro: basta seguir à pé pela Alcester Road até chegar ao centro.



INGRESSOS 


As cinco principais atrações pagas da cidade são a casa onde Shakespeare nasceu (Shakespeare's Birthplace), Nash's House & New Place, Hall's Croft, Anne Hathaway Cottage e Mary Arden's Farm. 


Dentre as atrações gratuitas, temos a Holy Trinity Church e o Shakespeare Theatre. 


Fui direto até o centro de informações turísticas comprar o ingresso combo, para conhecer as atrações. Existem dois tipos principais de ingressos: o Birthplace pass (que inclui 3 das atrações, sendo elas Shakespeare Birthplace, Nash House & New place e Hall's Croft) e o Five Houses Pass, que inclui todas as cinco atrações pagas. Quando fui era bem mais barato comprar um dos passes do que ingressos avulsos, então fique de olho. 


Gostaria muito de ter comprado o de todas as atrações ( a casa de Anne Hathaway era a que mais me chamava a atenção pelas fotos), mas o atraso me tirou muito tempo, então resolvi focar nas atrações no centro. A casa de Anne Hathaway e a fazendo de Mary Arden's ficam bem mais afastadas. 


Paguei cerca de 13 libras (valor para estudante) e fiz tudo à pé. Para aqueles que preferirem, há a opção de um ônibus no estilo sightseeing, que possui paradas nas principais atrações. Vale a pena para quem quer visitar as casas mais distantes. 



ATRAÇÕES 


Incialmente, minha idéia era chegar as 10h e aproveitar um walking tour pela cidade (que perdi por conta do atraso). O que eu tinha visto e gostado bastante era o deste site aqui 





Durante sua visita, você poderá perceber que muitas ruas tem nomes bastante simples, como "Rua da Madeira", isso remete à época medieval, quando os nomes se referiam à venda/produção dos produtos. 



  • SHAKESPEARE'S BIRTHPLACE 
Localizada na Henley Street, a casa onde o poeta nasceu é a primeira para quem vem da estação ferroviária. É também a que achei mais bonita e característica da história do poeta. 






A rua é fechada para pedestres e a antiga e grande casa medieval chama a atenção (na época, era considerada a casa de uma família nobre). 


Uma pequena exposição na entrada 


Podemos ver grande parte da casa de dois andares. Um fato curioso é a presença de vários bercinhos no quarto principal. Me foi explicado que, naquela época, as crianças costumavam dormir no quarto dos pais até uma idade mais avançada. 


Quarto de Shakespeare 


A visita é livre e termina no jardim dos fundos da casa, com uma lojinha de souvenirs, claro! 





  • NASH'S HOUSE & NEW PLACE 
Localizada na rua Chapel, a poucos quarteirões de onde o poeta nasceu, esta é a casa onde ele passou seus últimos dias. 

Shakespeare adquiriu a casa em 1597 e ali permaneceu, com sua família, até sua morte em 1616. Era uma das poucas casas da região com um jardim daquelas dimensões. Após sua morte, a casa ficou de herança para sua primogênita Susanna e, posteriormente, para sua filha Elizabeth (daí o nome "Nash") até ser demolida em 1759 e parcialmente reconstruída posteriormente. 




A casa em si é a mais "sem graça" das três. Não são permitidas fotografias em seu interior, mas apenas alguns painéis e exposições estavam por lá quando fui.

Os jardins, por outro lado, são o ponto alto. Logo na entrada, passamos pelo mesmo portão da época de Shakespeare. 

À esquerda podemos ver o símbolo de seu status na cidade e à direita, o antigo globo, que hoje serve para explicações de guias locais. 




Nos jardins, há poltronas (algumas usadas por Shakespeare), esculturas e flores desenfadamento alinhadas. 


  • HALL'S CROFT 
Bem perto dali, em Old Town, está a terceira casa do circuito, a Hall's Croft, onde sua filha Susanna morou com seu marido, o médico John Hall. 

Susanna e John se casaram em 1607 e tiveram apenas uma filha, Elizabeth, que nasceu um ano após a união. A casa foi construída entre os anos de 1613 e 1614, porém, após a morte de Shakespeare em 1616, o casal se mudou para a New House e a Halls Croft foi vendida aos Smith, uma família local.


Aberta ao público em 4 de abril de 1951, na minha opinião, apesar da casa onde Shakespeare nasceu ser a mais característica de sua história, esta é a casa mais bem conservada e interessante e que realmente parece uma casa. 

No andar térreo, podemos ver o hall de entrada (com o chão feito em pedra, o que era bem caro para a época), a sala de estar (que possui móveis de madeira maciça, outro símbolo da riqueza familiar da época e um quadro representando as refeições ricas em carne da família) e a despensa (onde o dr. John guardava muitas de suas ervas medicinais). O corredor escuro e a cozinha foram estabelecidos posteriormente pelos Smiths, os novos donos da propriedade. 

No segundo andar, encontramos o quarto do casal e o de sua filha, Elizabeth. 

Outra coisa que me chamou bastante atenção durante a visita era os vários ratos de pelúcia amarrados em móveis ou cantos da casa. Fiquei apavorada (morro de medo de ratos) e perguntei ao funcionário que me explicou que se trata apenas de uma brincadeira para crianças, que depois respondem perguntas sobre os locais dos ratos #entãotáné 


  • HOLY TRINITY CHURCH 
Logo após a Hall's Croft, ainda em Old Town, fica a Igreja da Sagrada Trindade, onde William Shakespeare foi batizado e enterrado. 




A Igreja costuma abrir pela manhã e fechar as 17h, então fique atento aos horários.






O túmulo de Shakespeare fica na parte interior da Igreja, junto aos de seus familiares. Caso queira fotografar, deve-se pagar alguns poucos pounds. 


  • SHAKESPEARE THEATRE
Às margens do rio Avon (daí o nome da cidade), está o teatro de Shakespeare, também conhecido como Royal Shakespeare Company, fundado em 1936.




Em frente ao teatro, temos os jardins de Bancroft. Esta é uma região muito característica das cidades interioranas da Inglaterra. Um rio de águas cristalinas com cisnes brancos, ao lado de jardins com turistas e moradores fazendo piqueniques. 








É também ali que ficam estátuas em homenagem ao filho pródigo de Stratford-upon-Avon. 

O passeio foi uma completa imersão na história de Shakespeare, que eu pouco conhecia. Um perfeito bate-e-volta de Londres. 












domingo, 7 de maio de 2017

Como é voar na classe executiva/business da nova LATAM

Muita gente acaba desembolsando valores astronômicos para conseguir viajar para a Europa. Muitos outros sonham em viajar na business class mas acham que isso é "coisa de rico". A verdade é que já está cada vez mais acessível conseguir um assento na executiva. 

Antes de mais nada, é necessário entender que existem três tipos principais de classes num avião. 

A classe econômica, como o próprio nome já sugere, é a que oferece o melhor custo-benefício. É também a classe mais básica, onde as poltronas possuem pouca reclinação, as refeições são mais básicas e o espaço mais limitado. Alguns itens, como tela individual, kit-acessórios, descanso para os pés, espaço entre as poltronas podem variar entre as cias. aéreas. 

De um modo geral, é a classe mais procurada pelos viajantes (devido ao menor preço, obviamente). Há também diferentes subdivisões da classe econômica, como por exemplo econômica básica e econômica plus, que normalmente oferece referições melhores e maior espaço entre as poltronas. 

A classe executiva, também chamada de business, é uma opção intermediária entre a econômica e a primeira classe. Inicialmente, a ideia desta classe é servir ao público que viajava a trabalho, mas com o tempo tornou-se bastante procurada por quem deseja mais conforto sem ter que pagar pelo absurdo alto preço da primeira classe. 

Na business class, normalmente as poltronas são bem mais espaçosas e oferecem inclinação de até 180 graus (flatbed), as refeições mais elaboradas, são oferecidos kit-acessórios, acesso à áreas vip dos aeroportos, além de vantagens no número de malas despachadas, embarque e atendimento. 

A primeira classe é a mais exclusiva do avião. Mas não são todos os aviões que disponibilizam tal classe. Algumas incluem quartos e bares privativos e os preços chegam a 50 mil reais por viagem! 


  • Compra das passagens 
Estava pesquisando a compra de passagens para Londres em Abril deste ano no site da Multiplus (já tinha as milhas necessárias) quando vi uma oferta de passagem na Business class da LATAM e comprei na hora. No total, tirei minha passagem de ida e volta em milhas pela Multiplus. 

Fiz tudo pelo próprio site da Multiplus e só paguei a taxa de embarque.


  • Check-in no Rio de Janeiro 
Sem filas, rápido e fácil. Mas, honestamente, nada muito diferente de quando voo pela econômica. Até aí, nada de especial. 


  • Primeira parte: vôo Rio - São Paulo
A primeira etapa foi feita num Boeing 767 da LATAM. O avião era 90% composto por passageiros em conexão com vôos internacionais. Já havia divisão de classes mesmo neste pequeno trecho. 






A classe executiva era confortável, com poltronas espaçosas na distribuição 2-2-2, totalmente reclináveis e tela de televisão individual. Serviram apenas bebidas comuns durante o trajeto de cerca de 30 minutos. 

  •  Sala VIP em Garulhos 
A Sala VIP ficava no segundo piso do terminal de onde iria sair o vôo para Londres. Bastou apresentar meu cartão de embarque na recepção e fui logo tratada pelo nome e encaminhada até a sala. 


Lá dentro, podemos encontrar revistas e jornais em diferentes idiomas, além de poltronas e sofás confortáveis, bar, banheiros e buffet. 




O buffet era composto por pães, sanduíches, pastas, frios, iogurtes, frutas, bebidas e alguns poucos pratos quentes. 

Os banheiros eram espaçosos. Os boxes amplos com duchas potentes e todo o aparato para banho: sabonetes, shampoo, condicionador, cremes, touca, toalhas, escova de dentes, etc. Adorei




  • Segunda parte: vôo São Paulo - Londres 
O vôo mais longo foi feito num Boeing 777 da LATAM. Logo na entrada, já percebe-se a diferença. Espaço de sobra para a mala de mão, sem precisar brigar para conseguir encaixar a sua no bagageiro mais próximo de seu assento.

As poltronas vermelhas eram espaçosas e em cima de cada uma já havia edredom, travesseiro e um kit de acessórios da Salvatore, com escova de dentes, cremes para rosto e mãos, tapa-olhos, protetores de ouvido anti ruído, pente, etc.

Logo serviram bebidas (com opções de vinho e espumante) e mix de oleaginosas. 

As poltronas tinham luminária individual e ajustável, além de controle para a TV.



A programação inclui vários filmes novos, como La La Land e Moonlight, além de séries e vários filmes clássicos. Havia também disponibilidade de tomadas elétricas e uma entrada USB.



A poltrona não reclinada 180 graus, mas algo bem próximo a isso, não sendo empecilho. Pela primeira vez consegui dormir em um vôo (nunca durmo sentada, não consigo) até meu vizinho derrubar uma taça cheia de vinho em mim. Odeeeeio vinho, mas como o vôo estava cheio e não queria sair da janela aceitei quando a comissária prontamente limpou tudo e forrou a poltrona novamente para mim. 


O jantar foi servido pouco depois de uma hora de vôo. As opções eram pescada com molho de moqueca, sorrentinos com alcachofras ao molho de vinho carne de sol com batatas gratinadas. Sou alérgica à camarão e odeio vinho, então optei pela carne de sol com batatas.



Além do prato principal, foram servidos uma salada, torta de chocolate e uma cesta com alguns tipos de pães foi oferecida. Tudo foi servido de uma só vez, em pratos de louça e copos de vidro. Achei ruim ter sido tudo servido de uma só vez pois o espaço foi bem limitado e atrapalhou na hora da refeição. 


Pouco antes da aterrissagem, serviram o café-da-manha. Novamente servido de uma só vez e o resultado foi ainda pior que no jantar, pois eram mais vasilhas. 

Optei pelo chá, sucrilhos com leite, frutas e pães com frios e geléia chilena. Estava tudo delicioso. Mas honestamente, não vi grandes diferenças para a classe econômica não. Eu gosto de comida de avião #mejulguem 


  • Desembarque 
Além da saída mais rápida e as malas chegarem antes das demais, todo o restante foi igual ao da econômica. Não houve prioridade em fila de imigração nem nada demais. 


  • Conclusões 

No geral, adorei voar de business class e as diferenças da classe econômicas são notáveis! Para mim, as principais vantagens são a poltrona (que deita quase 180 graus), a facilidade em pegar as malas e as vantagens na quantidade/peso das mesmas, sala VIP e no tratamento ao passageiro. 

É bom sempre aproveitar as promoções, milhas e upgrades (meus pais ganharam gratuitamente duas passagens pela British em 2016). Sua classificação nos programas Multiplus e Smiles, além do numero de vezes que voa com a mesma cia. também pontos favoráveis a conseguir business class gastando menos, ou até gratuitamente 













quinta-feira, 4 de maio de 2017

Como viajar para a Europa usando milhas

Este ano fiz uma viagem inteira através de milhas oriundas do cartão de crédito e estou contando minha experiência e como adoro viajar pagando (quase) nada e usando minhas milhas.


  • Como acumular milhas ?
Há várias maneiras de acumular milhas. As mais comuns são através de cartão de crédito, viagens e programas afiliados. 

No caso do cartão de crédito,consulte seu banco e veja como funciona sua política. No meu caso, ganho uma milha a cada dólar gasto no cartão de crédito (Platinum do Santander). As minhas milhas são acumuladas até um período de dez anos no cartão e, no fim desses dez ano, eu tenho que transferir as milhas para algum programa de milhagem, caso contrário as perco. Óbvio que não preciso esperar os dez anos para transferir, mas neste prazo preciso transferir para não perder.  Mas, novamente, consulte seu banco para saber cada política. 

Outra forma de acumular milhas é através de viagens. Quando você compra uma passagem de avião, algumas milhas são creditadas à sua conta no site da cia. aérea. A verdade é que é difícil acumular milhas assim caso você viaje pouco. São poucas milhas e expiram normalmente em até um ano. Ou seja, claro que vale a pena acumular nos sites, mas realmente chegar a um montante bom, só para quem viaja muito. 

A terceira forma que uso é através do cadastro em programas associados, como o Km de vantagens. Opto por abastecer nos postos de gasolina filiados e as milhas são creditadas a sua conta do Km de Vantagens e podem ser trocadas por ingressos, eletrodomésticos e passagens aéreas. 


  • Qual o melhor programa de milhagem? 
Após acumular as milhas nos sites das cias aéreas, cartão de crédito ou programas é necessário transferir essas milhas para um programa para serem trocadas por passagens aéreas. Parece difícil mas juro que não é. 

Os dois principais programas de milhagem no Brasil são Smiles e Multiplus. O Smiles é o programa que engloba a GOL, DELTA, TAP, Alitalia, AirFrance, KLM, Qatar, Aerolinhas argentinas, entre outros. O Multiplus é o programa que engloba a LATAM, American airlines, British airways, Iberia, e outras. 

De um modo geral eu prefiro a Multiplus, mas isso é muito relativo. Prefiro a Multiplus porque, quando transferidas, minhas milhas demoram dois anos para vencerem (na Smiles até onde sei vencem em um ano), as empresas que mais uso quando viajo são justamente a LATAM e British e, no meu caso, sempre achei as ofertas de milhas bem melhores que na Smiles. Mas, caso você viaje muito no Brasil ou Estados Unidos, talvez a Smiles seja a melhor opção. 


  • Como transferir as milhas para os programas Smiles ou Multiplus ?
A primeira coisa é fazer uma conta nesses programas. Falando especificamente do meu caso, após ter criado a conta na Multiplus, liguei para o banco e solicitei a transferência para a conta na Multiplus e em 48h minhas milhas estavam lá, prontas para serem usadas. 


  • Quando transferir as milhas?
Depende muito. Os melhores momentos para transferencia são quando você estiver pensando em viajar, quando as milhas estiverem próximas a vencerem ou quando os programas oferecerem promoções. Exemplo: é comum os programas oferecem 40-50% a mais de milhas se estas forem transferidas no dia tal. 


  • De quantas milhas eu preciso para viajar ? 
Primeiro temos que saber quando será sua viagem, classe e destino. Para vôos dentro do Brasil, é possível conseguir a cerca de 4 mil milhas o trecho. No caso de viagens internacionais para os EUA ou Europa, é possível conseguir entre 30-40 mil milhas cada trecho em baixa temporada. Antecedência e promoções são ótimas oportunidades.

No meu caso, comprei em Novembro pra viajar em Abril. "Paguei" 90 mil milhas na ida (business class Rio-Londres) e 30 mil na volta (classe econômica Londres-Rio).


  • O que mais eu consigo fazer com as milhas ?
Além das passagens aéreas, muitos programas disponibilizam as milhas para pagamento de hotéis (o que eu não acho vantagem) ou troca por ingressos, eletrodomésticos, etc.


  • Não tenho milhas suficientes para a passagem, posso pagar o restante em dinheiro ?
Algumas cias aéreas apresentam essa opção sim, mas não são todas. Há também a opção de comprar milhas nos próprios sites. 


  • Outra pessoa pode emitir milhas para uma passagem em meu nome?
Normalmente sim. No meu caso, viajei sozinha usando as milhas da conta do meu pai. Não tive nenhum problema com isso 


  • Posso alterar um vôo comprado com milhas? 
Normalmente pode, pagando-se a diferença referente as mudanças. No caso específico da LATAM, meu amigo que comprou a passagem em milhas teve que pagar a alteração também em milhas, não sendo possível pagar em dinheiro. 


  • Posso comprar executiva ou primeira classe usando milhas? 
Executiva sim na maioria das cias. aéreas, mas primeira classe costuma ser paga exclusivamente em dinheiro sorry


  • Mas e a taxa de embarque? 
As milhas são feitas para ajudar e facilitar nossa vida, milagre já é outra coisa haha. A taxa de embarque é paga, mesmo comprando inteiramente a passagem por milhas. Para viagens internacionais, essa taxa pode facilmente chegar a cerca de 600 reais e deve ser paga em dinheiro.