terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Roteiro de 2 dias em Lisboa

Meu roteiro para Lisboa era de dois dias inteiros e uma tarde para conhecer a cidade. Já tinha feito os bate-e-voltas, então esse tempo seria apenas para a cidade. 

A verdade é que eu super estimei Lisboa. A cidade é bem mais compacta que eu imaginei e consegui fazer praticamente tudo que eu queria em menos de dois dias. 

Eu sei que vou receber mil críticas, mas a verdade é que a cidade me decepcionou bastante. Isso não quer dizer que seja ruim, é apenas a minha opinião ( e de todo mundo que viajou comigo). A cidade tem muita história e atrativos legais, mas achei extremamente mal conservada. Estava tão animada para conhecer que acabei imaginando muito mais. 

Críticas à parte, é obvio que valeu a pena conhecer uma cidade nova. Vou abaixo resumir meu roteiro


DIA 1 - PARQUE HENRIQUE VIII


Tive apenas uma tarde ensolarada em que fui andando até o Parque Henrique VIII e a Praça Marques de Pombal. Se esticasse um pouco mais, rapidamente chegaria à Praça do Comércio. 








Depois disso, peguei o metro e desci na estação de metro "Colégio Militar", em cujo shopping temos uma Primark. 


DIA 2 - BAIRRO DE BELÉM 

O dia amanheceu tão chuvoso, que resolvi adaptar o roteiro e seguir para a região de Belém. 

A primeira parada foi no Palácio Nacional d'Ajuda, um lindo castelo que serviu de moradia para a família real portuguesa. 



Dali, desci para Belém. A intenção era visitar o interior do Museu dos Coches e o Mosteiro dos Jerônimos, mas ambos estavam fechados justo naquele dia. 




Depois de algumas fotos pelo bairro e a parte externa do Mosteiro, assim como o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém, resolvi parar para experimentar os famosos pastéis de Belém. Deliciosos, diga-se de passagem. 


DIA 3 - CENTRO ANTIGO DE LISBOA 

Comecei o dia na região do Chiado. Exploramos bastante e este foi o melhor dia dos três, conseguimos percorrer o centro antigo numa boa, passando pelos principais pontos turísticos.

Passamos pelo Café A Brasileira, o Elevador de Santa Justa, Igreja do Carmo, Miradouro de Santa Luzia, praça do Rossio, Castelo de São Jorge, Praça do Comércio.




Ainda fizemos compras de vinhos e também experimentamos várias iguarias da maravilhosa culinária portuguesa. 

Nos próximos posts, vou descrever resumidamente como foi nosso roteiro passo a passo, incluindo as visitas às principais atrações. 


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Roteiro de uma tarde na região de Montjuic, Barcelona

Montjuic é uma das altas colinas da cidade de Barcelona. São quase 200 metros, com uma vista linda da cidade. 

A intenção era ir até lá de teleférico (que sai de Barcelona), mas estava fora de utilização (assim como várias outras coisas em Barcelona, afff). Fui então de metro até a estação Plaza de Espanha. 


A praça por si só já impressiona pela imponência. E logo ali ao lado está o shopping "Arenas de Barcelona", localizado no prédio que, o passado, serviu como arena de touradas. 

Plaza de Espanha e o shopping


Segui pela Av. de Maria Cristina, passando pelo congresso e as fontes, até chegar as escadas rolantes, já próximas do Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC), que parece até um castelo de tão lindo. 





Aqui eu cometei um grande erro: ao invés de seguir para a fundação João Miró e o teatro grego, segui para a direita, em direção ao Poble Espanhol. 

No caminho, a vista da Sagrada Família


Construído em 1929, o Poble Espanhol é um museu à céu aberto cuja temática é a própria Espanha. Nessa pequena "cidade" foram representadas diversas regiões do país, em termos de arquitetura, culinária, artesanato, etc. 



Ao todo, são 117 edifícios, diversas praças e mais de trinta artistas com apresentações culturais. O local ainda conta com um pequeno museu de arte moderna, com obras de Picasso, Dali e Miró. 






Tudo isso parece incrível, né?! Era um dos locais que eu estava louca para conhecer na cidade. A verdade é que a proposta do museu é maravilhosa mas esperava muito mais. Ok, a comida estava deliciosa. Ok, os lugares me lembraram várias regiões da Espanha. Ok, está bem próximo do Montjuic e dá para conjugar os dois passeios. Mas achei o Poble muito "abandonado". Vários estabelecimentos fechados, muito pouca gente visitando. Parecia que faltava vida ali. Não me arrependo, mas não consideraria essencial em caso de pouco tempo na cidade. 



O museu se localiza na Avenida Francesc Ferrer i Guàrdia, 13.  O preço do ingresso é de 13 euros. 

Saindo do Poble, segui para a antiga cidade olímpica dos jogos de 1992, ocorridos em Barcelona. Foi lá que o Brasil ganhou a medalha de ouro no vôlei masculino. 



Estão abertos a visitação o estádio e os ginásios. Mas já de fora podemos ver as pistas de atletismo e a torre de Calatrava. 






Na volta, fui até  Museu Nacional de Arte Moderna da Catalunha para ter uma vista panorâmica das fontes do Montjuic, outra coisa que estava louca para ver. Esperei horas num frio horrendo (com muito chá e chocolate quente) até que após um atraso significativo recebemos, informalmente, a notícia de que o espetáculo estaria cancelado aquela semana! Que raiva 




A região do Montjuic é perfeita para o passeio de uma tarde. Se possível, trocaria o Poble pelo Castelo e a Fundação de Miró. Mas, mesmo assim, valeu muito a pena e repetiria. 





segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Roteiro pelas obras de Gaudí, Barcelona

Confesso que poucas vezes ouvi falar em Gaudi. Quando pensava nele, logo me vinha à mente a Catedral da Sagrada Família, de Barcelona.

Quando estava pesquisando sobre a cidade, descobri como os principais pontos turísticos me remetiam a ele. Quando cheguei em Barça não tive dúvidas: o cara era genial! E foi justamente no interior da Sagrada Família que assisti a um filme de aproximadamente dez minutos que contava um resumo sobre sua trajetória.

Antonio Gaudi nasceu em  25 de Junho de 1852, numa cidade costeira da Catalunha, chamada Reus. Mudou-se para Barcelona a fim de continuar seus estudos. Nunca se casou, então, dedicou sua vida à arquitetura, sendo marcado mundialmente por estilo excêntrico à época, mas que encantou multidões de turistas o longo do tempo ...

Gaudi prezava o culto à Deus e à natureza. Faleceu em 1926, quando estava ainda concentrado na construção da Sagrada Família, vítima de um atropelamento.


CASA MILLÁ - "PEDRERA"

Esta foi uma das últimas construções de Gaudi, finalizada em 1907. Situada no Paseo de Gracia, a poucas quadras da Casa Batló.




Chama a atenção por sua arquitetura perfeita e suntuosidade.

Casa Milá, em detalhes 


Endereço: esquina da Paseo de Gracia com Provença, 261

CASA BATLÓ 


Encomendada por José Batló Casanovas, a casa foi construída em apenas dois anos e hoje é uma das mais famosas e visitadas obras do catalão.






Para mim, só perde em beleza para a Sagrada Família. Situada no Paseo de Gracia, uma das principais ruas do centro, a casa chama a atenção por sua semelhança com ossos humanos. Se durante o dia já é linda, à noite a obra ganha vida. Tudo fica iluminado e ainda mais lindo, na minha humilde opinião.

Um tour pelo interior da casa também é permitido, ao preço salgado de 22 euros por pessoa.

Endereço: Paseo de Gracia, 43


PARQUE GÜELL


Sabe quando uma coisa sai tão errado que acaba dando certo ? Foi assim com o Parque Gell. Tudo começou com Eusebi Güell um rico empresário cliente de Antonio Gaudí. Na época, Güell encomendou a Gaudí um complexo de 15 hectares que previa a construção de uma cidade jardim na região de Gràcia, que na época nem pertencia à Barcelona.

O local começou a ser construído em 1900, porém o projeto não foi adiante e apenas duas casas foram construídas ao fim de 1914. Uma delas que tornou-se morada do próprio Antonio Gaudí e que atualmente é o Museu do Gaudí.




Em 1918, os herdeiros de Guell venderam o local para a prefeitura de Barcelona, que tornou-o um parque municipal e em 1984, o parque foi declarado Patrimonio Mundial da Humanidade.






Atualmente, o parque Güell é o mais visitado de Barcelona. Tudo no parque é minuciosamente planejado : os desenhos dos azulejos sobre os bancos no topo do parque, as trilhas, os túneis, o eco na sala de entrada, a salamandra, as colunas que lembram árvores



A entrada principal é minuciosamente desenhada. As duas casinhas com o portão principal são baseadas no conto de "Hansel e Gretel". A casa da esquerda, atual loja de souvenirs, representa a casa das crianças. Já a casa da direita, a casa da bruxa.



Adentrando o parque, é fácil reconhecer um dos ícones mais turísticos de Barcelona : a salamandra colorida. Ela é um dos pontos mais fotografados de todo o parque, prepare-se para "pequenas filas".



A praça do parque Guell, num segundo piso, tem a vista perfeita para a cidade de Barcelona. Os bancos serpenteados foram planejados para proporcionar vistas para a cidade independente do lugar em que o turista sentar.


Bancos serpenteados 

O ideal é passar uma manhã ou tarde no parque. Toda a área externa é acessível de forma gratuita. Porém, paga-se oito euros para visitar a área mais bonita do parque, que inclui os bancos desenhados, a salamandra e alguns dos túneis. No inverno, após as 18h todo o parque é acessível de forma totalmente gratuita. Mas a espera é uma economia porca. 

Digo isso por experiência própria. Eu esperei e o resultado se resume a fotos horríveis da vista da cidade, túneis escuros, banheiros fechados. Definitivamente não vale a pena!

Endereço: Carrer d'Olot, sem número

Para chegar, é possível usar o metro ou ônibus. No caso de metro, basta descer na estação de Vallcarca, poréééém, será necessário subir ladeiras bem íngremes para chegar até o parque. De ónibus, a linha a ser escolhida é a 24 ou 92.




BASÍLICA DA SAGRADA FAMÍLIA 


Confesso: nunca vi graça nesta Catedral. Achava que parecia uma daquelas "obras" de argila que fazia no colégio. Tenho muita vergonha de admitir isso, mas ainda bem que mudei radicalmente de opinião.





Me lembro perfeitamente de quando cheguei em Barcelona. Estava num táxi indo da estação de trem até o meu hotel em Barceloneta e vi, pela janela do banco de trás, a Basílica lá de longe. Foi nessa hora que eu realmente percebi que estava em Barcelona e como aquela Igreja era bonita!



Em 1883, aos 31 anos, Gaudí assumiu a obra que seria uma das mais famosas de toda a sua carreira. Durante os próximos 43 anos, o arquiteto dedicou-se quase exclusivamente à construção da Igreja, chegando a se mudar para o tempo. Porém, tal projeto nunca foi finalizado, pois Gaudí faleceu inesperadamente em 1926.

Gaudí foi enterrado na capela del Carme, dento da cripta da Basílica. Ele sabia que não chegaria a ver a construção da Igreja pelo atrasado nas obras.

A Basílica tem duas fachadas principais. A fachada que pode ser vista a partir do jardim com lago é a entrada oficial de quem visita a Igreja, a única que foi finalizada por Gaudí. De longe, podermos ver várias referencias à natureza, além de varandas e símbolos religiosos. Aqui, podemos ver 3 portas principais.

Detalhe: Jesus Cristo e a Virgem Maria 

Fachada principal 


porta da Caridade é a principal, representando o nascimento de Jesus Cristo. No alto da coluna, podemos ver a estrela do Natal. A Porta da Esperança localiza-se à esquerda, dedicada à São José. A última porta, a da direita, é a Porta da Fé, representando a divina providência (sendo o olho, a referencia ao Deus que tudo vê).

Do outro lado, temos um parque mais arborizado, com diversos vendedores ambulantes e lojinhas. Ali situa-se a bilheteria oficial e é de onde vemos a Fachada da Paixão, inteiramente construída após a morte de Gaudí. Esta fachada representa os últimos dias de Jesus Cristo.




Entrada pela Fachada da Paixão 




O interior da Igreja é simplesmente deslumbrante! Diversos vitrais coloridos representam os raios de luz iluminando as diferentes alas. As colunas e sacadas foram construídas para representar uma floresta e a luz dos vitrais iluminando pontos diferentes durante o dia, assim como nas matas.




Há quem opte pela visita as torres. Eu optei pela visita simples e comprei os ingressos na hora mesmo. Não enfrentei nenhuma fila, mas estava em baixa temporada. Acho que vale a pena reservar pela internet anteriormente.



Uma dica é que muita gente visita a Igreja, tira fotos de suas fachadas mas esquece de visitar o museu da Sagrada Família. 

Maquete no museu da Basílica 

Seu acesso pode ser feito a partir da fachada da Paixão, próximo a uma lojinha laranja. O acesso já está incluso no valor do ingresso.