sábado, 4 de março de 2017

Comendo (bem) em portugal

Já falei antes que não curti tanto assim Portugal. Mas se tem uma coisa que esse país merece nota dez é na culinária. E não pense que digo isso porque é um dos países com gastronomia mais parecida com a nossa. Até porque me adapto muito bem à culinária estrangeira.

Mas Portugal tem tanta coisa boa que já é bom começar um regime antes de ir para lá. Ou então acrescentar muitas caminhadas em seu roteiro, rs.

Em cada cidade, separei ao menos um prato típico para experimentar. Vou ressaltar também os restaurantes que achei bons.

* Nunca tive nenhuma parceria com restaurante/hotel/cia aérea nenhuma. O objetivo é apenas informar e dar dicas baseadas em minhas próprias experiências.



LISBOA - PASTEL DE BACALHAU COM QUEIJO DA SERRA DA ESTRELA
                 PASTÉIS DE BELÉM

Os pastéis de bacalhau e queijo da Serra da Estrela são servidos no balcão do Museu da Cerveja, um restaurante localizado na Praça do Comércio. 

O pastel (nunca chame de "bolinho") é delicioso e fresquinho. Logo na entrada do restaurante, já vemos uma torre de pasteis. O queijo é sensacional, derrete na boca. 



O restaurante foi visto no programa "Lugar Incomum", da Didi Wagner (Multishow). Foi quando assisti ao episódio que me despertou curiosidade de ir lá. Não me arrependi.

Endereço: Terreiro do Paço, Ala do sol nascente - 62 


Os pastéis de Belém já são quase um patrimônio histórico de Portugal. A fabricação iniciou-se em 1837, com uma antiga receita do vizinho Mosteiro dos Jerônimos. Há muitas imitações por aí (os chamados "pastéis de nata"), mas não chegam as pés do original. Apenas o pastel daqui recebe o título de "pastel de Belém".



Apesar de parecer pequeno, o lugar é enorme. São vários salões com inúmeras mesas (a maioria lotado) e muitos, muitos pastéis fresquinhos. 





Foi num programa de TV há bastante tempo, que ouvi que são vendidos diariamente mais de 4 mil pastéis e o record foi de 11 mil em um só dia!


Mas não é só de pastéis que vive a loja. Também são vendidos bolos (em especial o inglês), salgados e sanduíches. 

Endereço: Rua de Belém, 84 - Lisboa 


SINTRA - TRAVESSEIRO

Em 1862, o padeiro Amaro dos Santos e sua esposa, Constância Gomes, fundaram uma pequena padaria "Piriquita", na Rua das Padarias, em Sintra. O nome "Piriquita" remete à baixa estatura de Constância. O Rei na época, Dom Carlos I, era frequentador do local e encorajou os donos a fabricarem queijadas, já que a região tinha excesso de queijo. O projeto deu certo e em pouco tempo, o local se transformou em pastelaria. 

Na década de 40, Constância Luisa Cunha, filha de Constância Gomes, resolveu inovar e experimentar uma nova receita: a dos travesseiros. O doce, consiste em uma massa folhada com recheio de creme de ovos e amêndoa. 


Atualmente, a pastelaria de gerência familiar, já está na sétima geração. Os pastéis contam também com um ingrediente secreto que, embora já muito especulado, permanece incerto. 

Endereço: Rua das Padarias, 1 - Sintra 
Atenção: as quartas-feiras, o local está fechado. Porém, uma filial (um pouco menor, mas com os mesmos produtos) encontra-se aberta um pouco mais adiante na rua. 



ÓBIDOS - GINJA 



A "Ginjinha de Óbidos" é a bebida típica da cidade. Originada no século XVII, o licor vermelho adocicado era receita de um antigo frade. Atualmente, é encontrado em várias lojas pela cidade. Em algumas delas, é servido em copinhos de chocolate. Uma delícia! 


AVEIRO - OVOS MOLES


Receita do antigo Mosteiro de Jesus de Aveiro, os ovos moles estão presentes na cidade desde o século XIX. Naquela época, as claras dos ovos eram usadas para engomar os hábitos, enquanto que a sobra (gema) servia para confecção do doce. 

Há variações: ovos tradicionais e aqueles cobertos com chocolate. Estes últimos, voltaram a ser comercializados em 2015, já que sua produção cessou na época da Segunda Guerra Mundial devido ao alto custo do chocolate.



Experimentei os dois, ambos excelentes. Comprei um combo com o passeio de barco, no canal principal da cidade. Super recomendo!





PORTO - FRANCESINHA

Considerado um dos dez melhores sanduíches do mundo, a "francesinha" foi um alimento criado por Daniel David Silva, em 1953 no restaurante "Regaleira", Porto. 

O sanduíche é feito com pão recheado com variadas carnes, como filet mignon, presunto, bacon. Tudo isso com tempero de molho de tomate com pimenta, recoberto com queijo e servido com ovos e batata-frita. O nome "francesinha" associa-se a mulher francesa, considerada a mais "picante" do mundo por Daniel Silva. 



Experimentei o prato no restaurante "Brasa dos Leões", numa ruazinha entre a Igreja das Carmelitas e Livraria Lello, em frente a faculdade do Porto. Uma delícia, muito barato e super bem servido. 



VINHO DO PORTO 

Não sou fã de vinho na verdade detesto, mas visitei uma vinícola chamada "Calem", em Vila Nova de Gaia. Toda a história e degustação é muito legal e um passeio imperdível na cidade. 

A visita completa na vinícola está descrita aqui



Claro que é meio difícil comparar comida doce com salgada (seria como comparar uma cidade praiana com uma montanhosa). Mas de um modo geral, o quitute que mais me encantou e que já deixa minha boca cheia d'agua foi o "travesseiro", de Sintra !!

Em segundo lugar, os pastéis de Belém. Deliciosos









terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Roteiro de 1 dia em Lisboa

O dia começou cedo, fomos de metro até a estação do Baixo Chiado, para visitar o centro antigo de Lisboa.


CAFÉ "A BRASILEIRA"

Primeira parada do dia, o café fundado em 1905 vendia originalmente café brasileiro legítimo, o que atraia muitos portugueses na época. Fernando Pessoa era um de seus frequentadores assíduos e, como homenagem, hoje podemos encontrar uma estátua do poeta bem na porta do café.

O endereço completo é Rua Garret, 120


ELEVADOR DE SANTA JUSTA

Também conhecido como "Elevador do Carmo", o elevador inaugurado em 1902 é hoje um dos marcos da parte histórica de Lisboa.




O elevador liga a rua do Ouro à rua do Carmo e a bilheteria funciona bem em sua base. Enfrentei uma pequena fila e logo estava subindo. Você pode comprar subida e/ou descida. O custo é de 5 euros por pessoa e o trajeto super rápido.




É importante ressaltar que o ingresso refere-se apenas a subida no elevador. Caso queira ir até o miradouro de Santa Justa, deve-se pegar mais apenas 1.50 euros e enfrentar uma escada em caracol (a mesma usada para subida e descida, e que estava um tumulto quando fui).



Vale super a pena ir até o miradouro. Aliás, me atrevo a dizer que ele é a graça do elevador. Dali de cima podemos ver o Castelo de São Jorge, a Praça do Rossio, Praça do Comércio, o rio Tejo e grande parte da Lisboa antiga.


Praça do Rossio


Parque Eduardo VIII


Castelo de São Jorge ao fundo




Ao lado do elevador de Santa Justa, bem no Largo do Carmo, estão as ruínas do antigo Convento do Carmo.

O convento, que já foi um dos principais templos góticos da cidade, começou a ser "destruído" no século XIV, porém, foi somente no grande terremoto de Lisboa, em 1755, que o local ficou em ruínas.





Atualmente, o local é aberto a visitação (incluindo o museu), ao custo de 3 euros.

Optei por não entrar e segui meu passeio pelo fofo Largo do Carmo até chegar à Rua da Misericórdia.


Largo do Carmo

No caminho ...




MIRADOURO DE SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA

Se tem uma coisa que Lisboa não nos deixa devendo é em número de miradouros. São vários espalhados pela cidade.

O Miradouro de São Pedro de Alcântara, construído em 1864, fica ao lado da calçada da Glória, famosa pelo "elevador da Glória", um bondinho amarelo que faz o percurso de subida. Infelizmente estava desativado quando visitei.






O miradouro é bem espaçoso (ao contrário do miradouro de Santa Justa) e repleto de bancos e jardins. Oferece uma linda vista da cidade e também ideal para uma parada estratégica no caminho.


PRAÇA DOS RESTAURADORES

Saindo do miradouro, segui para a praça dos Restauradores, no fim da Avenida dos Aliados.
Ps.: Se quiser, pode subir a Av. dos Aliados até a Praça Marques de Pombal e o parque Henrique VIII, algo que fiz no dia anterior.





Na praça fica o Hard Rock Café e o Palácio Foz.


PRAÇA DOM JOÃO IV (ROSSIO)

Nesta praça estão algumas das várias lojas de Lisboa, além da estação do Rossio, uma das mais importantes da cidade.

A praça é local de grande variedade de restaurantes, lojas de souvenires e um local bastante central em Lisboa. Dali é possível caminhar até os principais pontos turísticos do centro histórico.





Depois de almoçar, segui para o Largo de Santa Luzia, onde peguei o bonde amarelo até o Castelo de São Jorge.


CASTELO DE SÃO JORGE

Andar de elétrico, nome pelo qual são conhecidos os antigos bondes de Lisboa, é um típico passeio turístico. O problema é que foi um programa de índio. Peguei um elétrico muito lotado, que sacolejava horrores, mal deu para fotografar e quando menos esperei já estava na entrada do castelo. Foi uma experiência única e não me arrependo, mas não vá esperando grandes coisas haha

Apesar de resquícios histológicos de habitação local datarem de antes de Cristo, o castelo foi construído apenas no século XI, pelos muçulmanos após invasão ibérica e serviu de homenagem à São Jorge, padroeiro das cruzadas, apenas no século XIV.




Localizado em área estratégica, o castelo possui altos muros e torres, com uma vista privilegiada para o rio Tejo e o centro histórico.







Foi finalmente em 1910 que a atração foi classificada como monumento nacional, e cerca de 20 anos após, obras de restauração foram iniciadas, ajudando a tornar o belo local o que vemos hoje. Em 2014, o local alcançou a marca de mais de 1 milhão de visitantes, a maioria estrangeiros.









Obs.: o ideal é visitar o castelo ainda durante a luz do dia. Isso ocorre porque lá dentro há uma espécie de "planetário", em que conseguimos ter uma visão da cidade com efeito da luz.


PRAÇA DO COMÉRCIO

Desci as ladeiras do Castelo à pé em direção à Praça do Comércio, também conhecida como "Terreiro dos Paços"

O local, que já serviu de palácio real, hoje é cercado por restaurantes e lojas, à beira do rio Tejo. Fui no inverno e tinha uma grande pista de patinação local.






Dica: o restaurante "Museu da cerveja" tem um excelente pastel (bolinho) de bacalhau com queijo da Serra da Estrela. O restaurante apareceu no programa "Lugar Incomum", da Didi Vagner (Multishow). Estava com a viagem marcada e anotei várias dicas dos episódios, todas testadas e aprovadas! haha



Saindo da praça, terminei meu dia na loja "Garraferia Nacional" (Rua de Santa Justa, 18) para compras vinhos. Ótimas opções e preços excelentes. Todos chegaram no Brasil em perfeito estado e foram bastante elogiados.













domingo, 19 de fevereiro de 2017

Roteiro pelo bairro de Belém, Lisboa

O dia começou com uma chuva torrencial, o que me fez adaptar meu roteiro.  Comecei indo de ônibus até o Palácio Nacional da Ajuda, na região de Alta Ajuda.


PALÁCIO NACIONAL DA AJUDA 

Em primeiro de novembro de 1755, a cidade de Lisboa foi sacudida com um intenso terremoto, que culminou na destruição de vários pontos turísticos na região beira-mar.






A família real se encontrava no bairro de Belém e nada sofreu. Porém, o rei Dom João V, temeroso sobre novos tremores, resolveu iniciar a construção de um novo palácio real na região de Alta Ajuda, que havia permanecido intacta após o tremor.

A construção do palácio em estilo neoclássico foi concluída em 1761. Foram proibidas construções de alvenaria, pois o rei queria algo resistente à possíveis abalos sísmicos. Em 1910, foi instaurada a república em Portugal, e o palácio transformado em museu.







A visita custa cerca de cinco euros e dura aproximadamente 2 horas. Fotos são permitidas tanto na área externa quando na área interna, porém flash e filmadoras são proibidos.



Uma guia simpática nos explicou bastante sobre a história do castelo.



MUSEU NACIONAL DOS COCHES 

Saindo do Palácio Nacional, segui para o museu dos coches (carruagens), que queria muito visitar. Mas era uma segunda-feira e eu esqueci por completo que vários museus em Lisboa fecham neste dia. Dei de cara com portas fechadas.




MOSTEIRO DOS JERÔNIMOS 

O monumento em arquitetura manuelina foi erguido em 1501, financiado com o lucro obtido por Vasco da Gama com as especiarias. Mais uma decepção: estava em reformas e não consegui entrar.





Acho que acordei com o pé esquerdo neste dia ...


PADRÃO DOS DESCOBRIMENTOS 


As margens do rio Tejo, localiza-se uma das obras mais recentes ali construídas. Datando de 1960, o Padrão dos Descobrimentos é um monumento em homenagem à morte de Henrique, o navegador.





É super legal tentar imitar as posturas dos antigos navegadores. Ali ao redor, temos uma vista incrível da ponte 25 de Abril e há ainda um mapa mundial simbolizando os principais países conquistados pelos portugueses na época das grandes navegações.







Depois de chegar, li na internet (desculpe, mas não me lembro onde), que há uma passagem subterrânea que permite subir até o monumento. A vista deve ser incrível


TORRE DE BELÉM 


Erguida em 1514, a Torre de Belém fica próximo ao Padrão dos Descobrimentos, também as margens do rio Tejo.



Construída com objetivo de proteger a cidade contra ataques marítimos de inimigos, hoje a torre é símbolo do poder português nos anos de 1500.

Seu interior também está aberto à visitação.


PASTÉIS DE BELÉM 

Localizado na Rua da Junqueira, logo atrás do Jardim de Belém, a pastelaria é o maior símbolo do local.



Os pastéis são incríveis e realmente não tem igual !!!

Em breve post completo sobre toda a minha experiência com a culinária portuguesa.